a EBD em Vale dos Reis

A Escola Bíblica Dominical é uma das mais importantes atividades da 1ª Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Vale dos Reis, funcionando todos os domingos no horário das 08:00h as 10:00h, em seu templo situado à Rua Rei Carlos I, s/n.º, Próximo ao Colégio Reis Magos, em Vale dos Reis, Cariacica-ES, com uma classe para cada faixa etária. Aqui estudamos a Palavra de Deus com determinação, afim de que todos cheguem ao conhecimento da verdade, discutindo temas variados como: Deus, Anjos, homem, salvação, pecado e muitos outros. Na EBD da Assembléia de Deus em Vale dos Reis, seu filho também aprenderá os princípios bíblicos, onde com certeza, terá um desenvolvimento paltado na Palavra de Deus, o que lhe tornará um cristão autêntico, com uma mentalidade bem diferente no que diz respeito à vida. Você não precisa pertencer nossa igreja ou mesmo ser evangélico para ser aluno da EBD. APROVEITE!!!!.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Lição 13 - Tema a Deus em todo tempo

Lição 13
29 de Dezembro de 2013

Tema a Deus em Todo Tempo




"De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever 
de todo homem" 
(Ec 12.13).


VERDADE PRÁTICA

Obedecer aos mandamentos do Senhor é a prova de que vivemos uma vida justa diante dos homens e de Deus

HINOS SUGERIDOS 258, 396, 423

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Gn 2.7
Conhecendo a criatura

Terça - Ec 12.1
Conhecendo o Criador
Quarta - Ec 11.9,10; Jo 21.18a
Conhecendo a mocidade

Quinta - Ec 12.1-7; Jo 21.18b
Conhecendo a velhice

Sexta - Ec 12.7; 1 Ts 5.23
Conhecendo o ser humano

Sábado - Ec 12.13,14
Um dia prestaremos contas



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Eclesiastes 12.1-8

INTERAÇÃO

Prezado professor, estamos encerrando mais um trimestre. De todos os assuntos que estudamos nesta lição, os que nos trazem mais perplexidades são as perspectivas apresentadas acerca da imprevisibilidade da vida, o movimento dinâmico que ela apresenta e as contingências da nossa existência. O homem que não confia em Deus pensa que foi lançado a esmo no mundo. Aqui, é que o crente em Jesus se distingue daqueles que não creem em Deus. Quando amamos e tememos ao Senhor de todo o nosso coração, compreendemos a vida como algo finito no mundo, mas na esperança de brevemente encontrarmo-nos em plenitude com um Deus "que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível" (1 Tm 6.16).


OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Saber que somos criatura; Deus, o Criador.

Explicar os dois grandes momentos da vida (juventude e velhice) e as duas dimensões da existência humana (corporal e espiritual).

Analisar a oblação e a generosidade dos filipenses.



ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, sugerimos como atividade pedagógica que faça o resumo dos principais pontos que foram abordados na lição ao longo desse trimestre. Essa atividade visa introduzir a aula dessa semana. Aproveitamos a oportunidade para sugerir alguns pontos a serem relembrados: (1) O adultério; (2) O cuidado com o uso da língua; (3) A imprevisibilidade e as contingências da vida. O professor poderá ampliar esses pontos de acordo com a necessidade da sua classe.


COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

Salomão chega ao final de suas reflexões acerca da vida "debaixo do sol". O pregador conclui o seu ensino no capítulo 12 de Eclesiastes, contrastando vividamente os distintos momentos da vida humana: juventude e velhice, alegria e tristeza, vida e morte, presente e futuro, temporal e eterno. O estilo adotado por Salomão deixa-nos a sensação de que ele processa a sua reflexão de trás para frente.
O autor fala da juventude a partir de uma análise realista da velhice. Fala da vida com os olhos fitos na morte. Fala do temporal com os olhos voltados ao eterno. Fala da criatura a partir do Criador. E fala do prazer da vida sem perder de vista o julgamento final.
Nessa última lição, veremos como o ensinamento do pregador nos ajuda a construir uma fé sadia e fundamentada no temor do Altíssimo

I. - UMA VERDADE QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA

1. Somos criatura. O último capítulo de Eclesiastes inicia-se com uma exortação a que nos lembremos do nosso Criador. Uma das doutrinas mais bem definidas da Bíblia é a da criação. Pela fé cremos no Deus criador do universo (Hb 11.3). Mas aqui, não temos o interesse apologético de provar a existência de Deus, pois Salomão parte do princípio de que Deus é, e que os seus leitores têm isso muito bem resolvido.
Com a expressão "lembra-te do teu Criador", o sábio ensina aos homens que eles não passam de criaturas. O termo hebraico para lembrar, zakar, reforça essa ideia. Ele significa recordar, trazer a mente, fazer um memorial. É como se o pregador dissesse: "Coloque isso em sua mente e, se possível, faça um memorial. Não esqueça que você é criatura e que há um Criador".
2. Há um Criador. Se em Eclesiastes 12.1 o pregador revela Deus como o Criador, no versículo 13, o livro mostra o Pai Celeste como o Supremo Juiz. Foi Deus quem criou e modelou a criatura a quem Ele chamou de homem! Este fato nos obriga a enxergar o ser humano como criatura e Deus como o Criador. O homem como ser temporal e Deus como o Eterno. Portanto, a partir dessa compreensão, podemos encarar a vida com mais humildade e prudência.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

Uma verdade que não pode ser esquecida: somos criatura; há um Criador. 

II.OS DOIS GRANDES MOMENTOS DA VIDA

1. A juventude. Salomão passa a falar sobre a juventude, ou seja, o estágio da vida que representa o período de maior vigor. Ele se vale de várias figuras para demonstrar a nossa finitude e o quão frágeis somos. Em Eclesiastes 11.9, Salomão havia falado da juventude, destacando-a como uma fase de recreação e de satisfação.
Tais metáforas criam a imagem da exuberância, elemento característico da mocidade. Elas denotam que, nessa fase da vida, as pessoas não se preocupam com lembranças, memoriais ou história. É como se não houvesse um referencial. Mas em o Novo Testamento, o autor sagrado mostra esse referencial (Hb 12.2) - Jesus Cristo - e exorta-nos a viver a vida com os olhos fitos no Mestre.
2. A velhice. No Eclesiastes, a juventude é vista como um estágio inicial e intenso da vida, enquanto a velhice aparece como o último estágio da existência, onde nada mais parece fazer sentido. O corpo físico, outrora forte, robusto e cheio de vigor, agora se mostra enfraquecido pelos anos da vida.
De forma metafórica, o sábio prova que a velhice é bem diferente da juventude. O prazer não é como antes (12.1), o sol não brilha com o mesmo esplendor (12.2), e o metabolismo do corpo não funciona como no passado (Ec 12.3-5). Enfim, a velhice mostra-nos como somos frágeis, sujeitos a quebrar a qualquer instante (12.6).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

Os dois grandes momentos da vida que o sábio apresenta no Eclesiastes são a juventude e a velhice.

III.  AS DIFERENTES DIMENSÕES DA EXISTÊNCIA HUMANA

1. Corporal. Os sentimentos e fatos experimentados na vida - alegrias ou tristezas, acertos ou erros, o presente ou o passado - apenas são possíveis por causa da dimensão corporal de nossa existência. O rei Salomão chama-nos a atenção para esse fato ao dizer que "o pó volte à terra, como o era" (Ec 12.7a). O texto bíblico denota que possuímos um corpo sujeito às limitações de espaço e tempo. Por isso, não devemos esquecer que somos absolutamente finitos. Isso não significa que não temos valor. Ao contrário, a Escritura demonstra que a dimensão temporal é tão importante quanto a espiritual. Em 1 Coríntios 6.19,20, não há dualismo entre corpo e espírito, como se este fosse bom e aquele mau. Portanto, devemos cuidar do nosso corpo e usá-lo sempre para a glória de Deus.
2. Espiritual. Eclesiastes 12.7b revela que possuímos uma dimensão espiritual da vida, pois o nosso espírito voltará "a Deus, que o deu". O contexto do capítulo 12 de Eclesiastes faz um contraste entre o temporal e o eterno, não deixando dúvidas que o termo hebraico ruach, traduzido por fôlego, hálito e espírito, significa precisamente "espírito" como a parte imaterial do homem (1 Ts 5.23; 2 Co 5.8; Fl 1.23).
Assim como cuidamos da nossa dimensão material, devemos cuidar da espiritual (2 Co 7.1; 1 Tm 4.8). E apesar de o homem ser constituído por duas dimensões existenciais  - a humana e a espiritual -, elas não são independentes entre si, pois o homem é um ser integral (1 Ts 5.23).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

As duas distintas dimensões da existência humana encontradas no livro de Eclesiastes são a corporal e a espiritual.

IV.  PRESTANDO CONTA DE TUDO

1. Guardando o mandamento. Após falar da brevidade da vida e da necessidade de se buscar em Deus um sentido para ela, o sábio conclui que o dever de todo homem é temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12.13). Aqui, há duas coisas que precisam ser ditas. Primeira, a vida é dinâmica, mas precisa de regras e normas. Segunda, é nosso dever ouvir e guardar a Palavra do Senhor no coração.
O mandamento divino é constituído de princípios eternos e, para o nosso próprio bem, temos de observá-los e acatá-los integralmente fazendo tudo quanto o Criador requer de nós, pois esta é a vontade de Deus (1 Jo 5.3).
2. Aguardando o julgamento. Nas últimas palavras do Eclesiastes, há uma séria advertência sobre o julgamento a que todo ser humano estará sujeito. O pregador diz que "Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau" (Ec 12.14). As nossas obras e ações serão avaliadas por Deus, pois para Ele os valores estão bem definidos: o certo e o errado nunca mudam.
O termo hebraico mishpat, usado nas últimas palavras de Salomão, possui o sentido jurídico de tomada de decisão. Chegará, pois o dia da prestação de contas de todos os homens. O Justo Juiz decidirá o nosso destino (Rm 14.10,12). Tais palavras não são intimidatórias, mas um convite a vivermos com responsabilidade diante de Deus e da sociedade

SINÓPSE DO TÓPICO (4)

Todo homem não deve esquecer isto: Um dia prestaremos contas de tudo a Deus.


CONCLUSÃO

A vida é um contraste entre a alegria e a tristeza, entre a juventude e a velhice, entre a vida e a morte, entre o passado e o presente. Não há como fugir a essa realidade. Sabendo que a nossa vida "debaixo do sol" é tão fugaz, cabe-nos procurar vivê-la  da melhor maneira possível, pois esse é um dom do Criador.
Salomão, em sua singular sabedoria, nos ensina: tema a Deus em todo o tempo. Só assim seremos felizes.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI

Subsídio Teológico
"[Os jovens] devem ser ensinados a considerar a Deus como supremo.
Ele expõe a verdade de que 'o temor do Senhor é o princípio da ciência' ([Provérbios 1] v.7); é a parte principal do conhecimento; é o que inicia o conhecimento, isto é, (1) de todas as coisas que devem ser conhecidas, esta é a mais evidente - que Deus deve ser temido, deve ser reverenciado, servido e adorado; este é o princípio do conhecimento, e não sabem nada os que não sabem isto. (2) Para adquirir todo o conhecimento útil, é extremamente necessário que temamos a Deus; nós não somos qualificados para nos beneficiar das instruções que nos são dadas, a menos que nossas mentes sejam possuídas por uma santa reverência por Deus, e que cada pensamento em nós seja levado à obediência a Ele. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, deve conhecer a sua doutrina (Jo 7.17). (3) Assim como todo o nosso conhecimento deve se originar do temor a Deus, ele também tende a este temor, como sua perfeição e centro. Sabem o suficiente os que sabem como temer a Deus, que são cuidadosos em todas as coisas, para agradar a Ele e temerosos de ofendê-lo em alguma coisa; este é o Alfa e o Ômega do conhecimento" (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.720). 


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII

Subsídio Teológico
"[Prestando contas à luz do Sermão do Monte]
Em um importante sentido, todo o Sermão do Monte representa uma simples expansão desse apelo compassivo. Começando no mesmo ponto de partida - um lamento sobre a iminente destruição de Jerusalém - Cristo simplesmente amplia a sua perspectiva e transmite aos discípulos um extenso apelo que inclui desde o futuro escatológico até o momento do seu retorno e do juízo que o acompanhará. Portanto, esse mesmo espírito que inspirou o pranto de Cristo sobre a cidade de Jerusalém, permeia e dá um colorido a todo o Sermão do Monte. E Mateus, que estava presente e ouviu em primeira mão, registrou tudo isso no seu Evangelho, que é como um farol para todos os pecadores, em todos os tempos. Trata-se do último e terno apelo do Senhor para o arrependimento, antes que seja tarde demais.
Examinando esse sermão também vemos que todos os vários apelos de Jesus para sermos fiéis e todas as suas advertências para estarmos preparados ficam reduzidos a isso: eles representam um compassivo convite para nos arrependermos e crermos. Ele está nos prevenindo de que devemos nos preparar para a sua vinda porque, quando retornar, Ele trará o Juízo Final. E, ao concluir o seu sermão, Ele descreve detalhadamente esse juízo.
Essa parte remanescente do Sermão do Monte transmite uma das mais severas e solenes advertências sobre o juízo em toda a Escritura. Cristo, o Grande Pastor, será o Juiz, e irá separar suas ovelhas dos bodes. Estas palavras de Cristo não foram registradas em nenhum dos outros Evangelhos. Mas Mateus, pretendendo retratar Cristo como Rei, mostra-o aqui sentado no seu trono terreno. Na verdade, esse juízo será o primeiro ato depois do seu glorioso retorno à Terra, sugerindo que esta será a sua primeira atividade como governante da Terra (cf. Sl 2.8-12).  Esse evento inaugura, portanto, o Reino Milenial, e é distinto do juízo do Grande Trono Branco descrito em Apocalipse 20, que ocorre depois que a era milenial chega ao fim. Nesse caso, Cristo está julgando aqueles que estarão vivos no seu retorno, e irá separar as ovelhas (os verdadeiros crentes) dos bodes (os descrentes). Os bodes representam a mesma classe de pessoas que são retratadas como servos maus, como virgens imprudentes, e como o escravo infiel nas parábolas imediatamente precedentes" (MACARTHUR JR., John. A Segunda Vinda. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp.180-81).


VOCABULÁRIO

Esmo: Cálculo apenas aproximado; estimativa, conjetura.
Intimidatória: Ato ou efeito de intimidar. Provocar apreensão, receio ou temor.
Fugaz: Rápido, ligeiro, veloz. O que desaparece rapidamente

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento - Jó a Cantares de Salomão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
MELO, Joel Leitão de. Eclesiastes versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
PALMER, Michael D. (Ed.) Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001


SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 56, p.42.

EXERCÍCIOS

1. Como o pregador conclui o seu ensino em Eclesiastes capítulo 12?
R. Contrastando vividamente os distintos momentos da vida humana: juventude e velhice, alegria e tristeza, vida e morte, presente e futuro, temporal e eterno.

2. Com a expressão "lembra-te do teu Criador", o que o sábio quer ensinar ao homem?
R.  O sábio ensina aos homens que eles não passam de criaturas.

3. Em o Novo Testamento, qual é o referencial que o autor sagrado usa para exortar-nos a viver a vida com os olhos fitos no Mestre?
R.   Jesus Cristo.

4. Segundo a lição, o que 1 Coríntios 6.19,20 ensina-nos acerca do corpo e espírito?
R. Que não há dualismo entre corpo e espírito, como se este fosse bom e aquele mau.

5. Qual o dever de todo o homem?
R. Temer a Deus e guardar os seus mandamentos.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Lições Bíblicas CPAD

Sumário das Revistas de 2014 - Jovens e Adultos

 

Lições Bíblicas CPAD - 1º Trimestre de 2014

 

1º Trimestre

 

Título: Uma jornada de fé — A formação do povo de Israel e sua herança espiritual

Comentarista: Antonio Gilberto

 

Lição 1: O livro de Êxodo e o cativeiro de Israel no Egito

 

Lição 2: Um Libertador para Israel

 

Lição 3: As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó

 

Lição 4: A celebração da primeira Páscoa

 

Lição 5: A travessia do Mar Vermelho

 

Lição 6: A peregrinação de Israel no deserto até o Sinai

 

Lição 7: Os Dez Mandamentos do SENHOR

 

Lição 8: Moisés — sua liderança e seus auxiliares

 

Lição 9: Um lugar de adoração a Deus no deserto

 

Lição 10: As leis civis entregues por Moisés aos israelitas

 

Lição 11: Deus escolheu Arão e seus filhos para o sacerdócio

 

Lição 12: A consagração dos sacerdotes

 

Lição 13: O legado de Moisés

 

 

Lições CPAD Jovens e Adultos » Sumário Geral » 2013 » 4º Trimestre

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

4º Trimestre de 2013

 

Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 11: A ilusória prosperidade dos ímpios

Data: 15 de Dezembro de 2013

 

TEXTO ÁUREO

 

Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento(Ec 9.2).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Embora debaixo do sol o fim para justos e injustos pareça o mesmo, as Escrituras deixam claro que, na eternidade, os seus destinos serão bem diferentes.

 

HINOS SUGERIDOS

 

178, 382, 474.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Ec 8.10

A injustiça contra os justos

 

 

Terça - Ec 7.15

A longevidade dos perversos

 

 

Quarta - Ec 9.3

A morte é o fim comum a todos

 

 

Quinta - Ap 6.9

O destino dos justos

 

 

Sexta - Ec 9.11,12

A imprevisibilidade da vida

 

 

Sábado - 2Tm 4.7

Vivendo por um ideal

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Eclesiastes 9.1-6.

 

1 - Deveras revolvi todas essas coisas no meu coração, para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras estão nas mãos de Deus, e também que o homem não conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante a sua face.

2 - Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.

3 - Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo; que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade; que há desvarios no seu coração, na sua vida, e que depois se vão aos mortos.

4 - Ora, para o que acompanha com todos os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto).

5 - Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento.

6 - Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.

 

INTERAÇÃO

 

Por que os justos sofrem? Por que os ímpios prosperam? Por que o mal existe? Estas perguntas são feitas há muito por filósofos, cientistas e, por que não, cristãos sinceros. O problema é que a teologia da prosperidade — que afirma: o crente não sofre — propagada nas últimas décadas no universo evangélico, tem prestado um grande desserviço para a Igreja de Cristo. Precisamos entender que enquanto estamos presentes neste mundo, e embora justificados por Cristo, fazemos parte de uma criação não regenerada, anelando por sua transformação no devido tempo (Rm 8.18-23). Mas por intermédio do Espírito Santo temos a graciosa promessa de que Jesus Cristo estará conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20).

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Avaliar os paradoxos da vida.
  • Conscientizar-se da imprevisibilidade da vida.
  • Viver por um ideal legítimo.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Prezado professor, introduza a presente lição lendo com a classe o Salmo 73. Este é revelador para o assunto em questão. Logo após, apresente aos alunos os seguintes destaques: (1) O autor do salmo é Asafe, levita respeitado, ministro de música da Casa de Deus; (2) Asafe revela um problema inquietante: Deus é soberano e justo, mas os ímpios prosperam (vv.3-12) e quem serve a Deus parece sofrer mais (vv.13,14); (3) O salmista, um servo fiel, ficou desanimado com as próprias aflições (vv.1,13), com a felicidade e a prosperidade de muitos ímpios (vv.2,3); (4) Porém, Deus restaura a confiança do salmista ao revelar o fim trágico dos ímpios e a verdadeira bênção dos justos (vv.16-28). Conclua a introdução afirmando que a prosperidade dos injustos é ilusória e enganadora.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Prosperidade: Estado do que é ou se torna prospero; fartura de alimentos e bens de consumo; fortuna, riqueza.

 

A aparente prosperidade dos maus é um tema recorrente em Eclesiastes. Nos Salmos, Davi aborda essa questão fazendo a seguinte pergunta: Por que os justos sofrem e os ímpios prosperam? (Sl 73). Nesse mesmo tom, Salomão observa que, debaixo do sol, os injustos parecem levar vantagem sobre os justos. Mas quando ambos são nivelados por Deus, na arena da vida, constata-se que os justos e os injustos terão o mesmo fim. Mas como o sábio de Eclesiastes, concluímos que a justiça é melhor que a injustiça. É preferível ser sábio do que agir como um tolo, pois seremos medidos pelos padrões de Deus, não pelas circunstâncias da vida.

 

I. OS PARADOXOS DA VIDA

 

1. Os justos sofrem injustiça. Diferentemente dos perversos que parecem estar sempre seguros e cada vez mais prósperos (Sl 73.12), o sofrimento foi uma das mais duras realidades experimentadas por Asafe (Sl 73.14). De igual modo, Salomão lutou contra esse pessimismo ao contemplar o paradoxo da vida na hora da morte. Os perversos tinham uma cerimônia fúnebre digna de honra, mas “os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade” (Ec 8.10).

O pastor norte-americano, A. W. Tozer, costumava dizer que o mundo está mais para o campo de batalha que para o palco de diversão. Em outras palavras, os justos sofrem na arena da vida (Sl 73; Fp 1.29). Logo, o crente fiel deve estar consciente de que os revezes não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento espiritual (2Co 2.4; Cl 1.24; 2Tm 1.8).

2. Os maus prosperam. Enquanto os justos padeciam, Davi e Salomão constataram a prosperidade dos ímpios (Sl 73.1-3; Ec 7.15). Aqui, aprendemos que a espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é. Ser próspero não significa “ter”, mas “ser”.

A régua da eternidade nos medirá tomando como critério a fidelidade a Deus, e não a prosperidade dos homens. A prosperidade bíblica vem como resultado de um relacionamento sadio com Deus (Sl 73.17,27,28) e independe de alguém ter posses ou não. Os ímpios têm posses, mas a verdadeira prosperidade só é possível encontrar em Cristo.

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Os paradoxos da vida se manifestam, por exemplo, na injustiça imposta aos justos e na prosperidade usufruída pelos ímpios.

 

 

II. A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO

 

1. A realidade da morte. Uma chave importantíssima para entendermos a mensagem de Eclesiastes encontra-se na expressão: “Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol” (2.10; 3.22; 5.17-19; 9.9). É debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude! É no dia a dia da vida que percebemos a verdade implacável da morte, tanto para quem serve a Cristo quanto para quem não o serve!

A sentença já foi decretada e é a mesma para todos (Hb 9.27; Ec 9.3). Com a realidade da morte o futuro parece incerto (Ec 1.1-11). O apóstolo Paulo, porém, diz que se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida somos os mais infelizes dos homens (1Co 15.19). Em Cristo, temos a vida eterna.

2. A certeza da vida eterna. Salomão escreveu Eclesiastes sob uma análise puramente existencial. Quem está do lado de lá da eternidade não participa do lado de cá da existência. Neste aspecto, “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9.5). Isto não se dá porque eles estão inconscientes, mas porque pertencem a outra dimensão (Ap 6.9; 2Co 5.8), onde nem mesmo o sol é necessário (Ap 22.5).

Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nesta vida. É o Novo Testamento que lançará mais luz sobre a imortalidade de nossa alma na eternidade (Lc 16.19-31; 2Co 5.8; Fl 1.23; Ap 6.9).

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nessa vida.

 

 

III. A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA

 

1. As circunstâncias da vida. Nenhum outro texto descreve tão bem a imprevisibilidade da vida como o de Eclesiastes 9.11,12. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos, pois ambos habitam em um mundo decaído. Mas em todas as circunstâncias, o Senhor se faz presente (Sl 46.1; 91.15).

2. Aproveitando a vida. Cientes de que teremos dissabores na vida, o que podemos fazer a respeito? Mergulhar em um sombrio pessimismo, ou tornar-se indiferente aos problemas? É bem verdade que muitos se deprimem quando a calamidade chega. Ela assusta, amargura-nos. Faz com que nos isolemos. Mas o rei Salomão sabia que a vida “debaixo do sol” não era fácil nem justa. Ele não negou esse fato e muito menos fugiu da sua realidade.

Contrariamente, o Pregador incentivou-nos a viver, em meio à imprevisibilidade da vida, aquilo que nos foi dado como porção (Ec 9.7,9). Em Cristo, somos chamados a viver a verdadeira vida, conscientes de sua finitude terrena, mas esperançosos quanto a sua eternidade celeste (1Co 15.19).

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

As circunstâncias da vida revelam a sua imprevisibilidade e, por isso, devemos aproveitá-la da melhor maneira possível.

 

 

IV. VIVENDO POR UM IDEAL

 

1. A morte dos ideais. Eclesiastes 9.14,15 narra a história de um povo que se esqueceu de um sábio idealista por ele ser pobre. Tal fato denota uma cultura onde os ideais não mais existem. Como é atual a leitura do Eclesiastes! A cultura contemporânea também perdeu os seus ideais.

Lembremo-nos de que uma das marcas de nossos dias é a relativização do absoluto, e cada pessoa vai buscar uma verdade para si mesma. Isso tende a tornar as pessoas mais individualistas e narcisistas, preocupadas apenas consigo mesmas e tremendamente desinteressadas pelo próximo.

2. Vivendo por um ideal. Mesmo sabendo que as boas ações nem sempre serão reconhecidas, Salomão acredita que devemos ter um ideal elevado e firmado em Deus (Ec 9.16-18).

Vivendo em uma sociedade relativista e vazia de idealismo, não há garantia de qualquer reconhecimento pelo fato de crermos e vivermos os valores morais e espirituais prescritos pela Bíblia. Contudo, vale a pena viver por um ideal. O cristão maduro sabe das causas pelas quais devemos lutar (At 20.24; Ef 3.14; 2Tm 4.7).

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

O cristão maduro, através do Evangelho, sabe bem das causas pelas quais devemos lutar nesta vida.

 

 

CONCLUSÃO

 

A vida “debaixo do sol” mostra-se como ela realmente é. Às vezes parece sem sentido e, em muitas outras, cheia de paradoxos. Mas a vida precisa ser vivida. Salomão não apenas observou essa dura realidade, mas também a experimentou.

Para não cairmos num pessimismo impiedoso e, tampouco, num indiferentismo frio, devemos viver a vida a partir da perspectiva da eternidade. Então tomaremos a consciência de que, na vida terrena, há ideais dignos pelos quais devemos lutar. Assim, evitaremos as armadilhas do pessimismo. Vivamos, pois, a nossa vida de maneira a glorificar o Pai Celeste.

 

VOCABULÁRIO

 

Estulto: Pessoa que não tem bom discernimento; insensato, estúpido, néscio.
Paradoxos: Pensamentos ou preposições que contrariam princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano.
Narcisista: Que ou quem é muito voltado para si mesmo, para a própria imagem.
Indiferentismo: Atitude de indiferença sistemática.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

RHODES, R. Por que Coisas Ruins Acontecem Se Deus é Bom. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

 

EXERCÍCIOS

 

1. De acordo com a lição, como o crente fiel deve estar consciente a respeito dos revezes da vida?

R. Os revezes da vida não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento.

 

2. O que, na lição, aprendemos acerca da espiritualidade das pessoas?

R. A espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é.

 

3. Por que a expressão “Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol” é uma chave importante para entendermos a mensagem do Eclesiastes?

R. Porque é debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude.

 

4. As catástrofes naturais e os problemas sociais apenas acontecem em países habitados por “pecadores”? Justifique a sua resposta.

R. Não. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos.

 

5. Para você, por qual causa vale a pena lutar na vida?

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 

Subsídio Apologético

 

“[Salmo 88: o Salmo que termina sem resposta]

[...] O salmista (de acordo com o título, Hemã, o ezraíta) se comprometeu em dar a Deus a glória pela resposta à oração.

O salmista que sofre atribuiu a sua vida de aflições a Deus (‘Teus terrores’, ‘Tua indignação’). Este é o realismo da fé — Deus é soberano mesmo sobre as circunstâncias difíceis que o seu povo deve suportar. Tudo tem um propósito na realização do plano de Deus, embora no momento da dor seja difícil compreendê-lo. Se o salmo parece terminar com um tom negativo, há duas considerações que se aplicam. Em primeiro lugar, por mais que o orador sentisse que Deus o tinha abandonado, ainda falava com Ele.

Em segundo lugar, o salmo, da maneira como está escrito, pode não reproduzir a cena integral. Quando usado em adoração, outro orador, não citado aqui (por exemplo, um sacerdote ou um profeta), pode ter dado uma resposta confirmando a ajuda do Senhor. Há muitas passagens nos Salmos que sugerem que houve uma resposta não registrada de outro orador, em nome do Senhor” (Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões Reais, Respostas Precisas, Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.945).

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 

Subsídio Teológico

 

“2. A Prosperidade dos Ímpios ([Salmos]73.4-12)

A riqueza, o orgulho e a prosperidade dos ímpios são descritos em termos vívidos. O fato de isso não ocorrer com todos os injustos não obscurece a realidade de ser verdade para muitos. Não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força (4) pode ser traduzido como: ‘Eles não passam por sofrimento e tem um corpo saudável e forte’ (NVI). Eles parecem estar livres de ‘canseiras’ (5; ARA), seguros na sua soberba e incontrolados na sua violência ou conduta em escrúpulos (6). No meio de um povo primitivo que sempre está à beira da fome, os ímpios têm mais do que o seu coração deseja (7). Sua conversa é cínica e perversa, presunçosa e blasfema (8-9). Os versículos 10-11 são traduzidos de maneira mais clara por Moffatt: ‘Por isso o povo se volta para eles e não vê nada de errado neles, pensando: Quanto Deus se importa? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?’ Apesar da sua impiedade, esse povo prospera e os seus habitantes estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas (12).

3. Progresso rumo à Solução (73.13-20)

À luz do que havia observado, o salmista foi levado a questionar se ele havia em vão purificado o seu coração e lavado as suas mãos na inocência (13). Se os ímpios ‘progridem’, por que se preocupar em ser bom? Na verdade, castigo e aflição têm sido sua sorte (14). O versículo 15 mostra que, mesmo que tenha pensado essas coisas, ele não expressou suas dúvidas em voz alta — porque fazê-lo ‘teria traído os teus filhos’ (NVI). Ele Havia guardado as suas dúvidas para si mesmo. Mesmo assim, a sua ponderação era dolorosa: Fiquei sobremodo perturbado (16).

Finalmente a luz invade a escuridão quando ele entra no santuário de Deus (17). Então ele vê que o Senhor não acerta imediatamente as contas com todos. De modo súbito, ele entende que o ímpio que prospera, a quem ele havia insensatamente invejado, foi colocado em lugares escorregadios (18) e destinado à destruição (18). Desolação e terrores são o seu destino (19). Como tudo muda em um sonho (20) no momento em que se acorda, assim ocorrerá quando Deus ‘acordar’ para julgar; tudo será invertido, como ocorreu com o rico e Lázaro (cf. Lc 16.19-31). Desprezarás a aparência (‘imagens’, Berkeley) deles” (CHAPMAN, M. L.; PURKISER, W. T. (at all). Comentário Bíblico Beacon: Jó a Cantares de Salomão. Vol. 3, RJ: CPAD, 2005, pp.222-23).

quarta-feira, 4 de julho de 2012

1º DEBATE BÍBLICO DA EBD Realizado em 24/06/2012

Os Doze Profetas Menores
Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo

OBADIAS - O PRINCÍPIO DA RETRIBUIÇÃO
Lição 5 - 4 de Novembro de 2012
Texto Áureo: Obadias 1.15 "Porque o dia do Senhor está perto, sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça".
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Obadias 1.1-4,15-18

O PRINCÍPIO DA RETRIBUIÇÃO PARA OS EDOMITAS DE HOJE

Introdução: Este é um estudo que torna explícito a arrogância do povo de Edom através do seu comportamento em rejubilar-se principalmente com o povo de Judá quando sofria derrotas diante dos inimigos. Era o tipo de povo que não enfrentava os Judeus diretamente, mas indiretamente se aliava com os inimigos e tirava proveito do povo derrotado despojando-os e quando não os vendendo como escravos. Esqueciam-se eles que estavam na mira de Jeová o qual não estava se agradando desse comportamento tão vil e humilhante contra o seu povo. Nos dias de hoje tem muito cristão com espírito de edomita no sentido de arrogância e soberba em detrimento daqueles que humildemente e perseverantemente procuram dignificar o reino de Deus com uma postura fiel e comprometida com a sua palavra.
1 - DEUS SEMPRE SE DEFRONTARÁ COM OS OPRESSORES DO SEU POVO - Obadias 1 VISÃO de Obadias: Assim diz o Senhor Deus a respeito de Edom: Temos ouvido a pregação do Senhor, e foi enviado aos gentios um emissário, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra. – Salmos 37.9 Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.
O espírito edomita tem estado presente em muitos ministérios que se dizem cristão. É observada esta condição pela opulência de muitos líderes que cresceram a custa de charlatanismo usando a palavra divina. Esse crescimento que é adquirido à custa de ludíbrios com os incautos e assim buscam um status de grandeza onde se vangloriam explicitamente do seu suposto poder e grandeza. Oprimem o povo para arrancar deles o máximo de recursos possíveis com promessas de milagres e prosperidade, que são promessas totalmente infundadas. Mas, para esses o castigo e o julgamento estão a caminho, pois Deus corrigirá todas as coisas de conformidade com os seus princípios de justiça.
2 - DEUS É AQUELE QUE EXALTA, MAS TAMBÉM É AQUELE QUE ABATE – Obadias 2 Eis que te fiz pequeno entre os gentios; tu és muito desprezado. – Ezequiel 21.26 Assim diz o Senhor DEUS: Tira o diadema, e remove a coroa; esta não será a mesma; exalta ao humilde, e humilha ao soberbo.
Deus sempre atribui a si mesmo a ascensão ou queda de uma nação, povo ou alguém que tenta desafia-lo indiretamente indo contra aqueles que estão sob a sua proteção. Todos esses que tem se vangloriado Deus já os tem desmascarado abertamente. Um desses líderes que já foi desmascarado com provas documentais chegou ao ponto de dizer que se em todo o mundo tivesse um líder com mais poder do que ele, esse iria congregar na igreja desse líder, mostrando assim uma soberba, exaltação e arrogância descabida que ultrapassa os limites de uma pessoa normal e equilibrada. O que é triste e preocupante é que milhares de pessoas em busca de milagres urgentes são levadas por essas promessas enganosas caindo assim numa armadilha extremamente perigosa. É como diz no popular: “o que seria dos sabidos se não houvesse os trouxas”. O povo precisa despertar e atentar mais para a palavra de Deus, pois Jesus disse que surgiriam muitos falsos apóstolos e pastores que fariam milagres e maravilhas que se possível fosse enganariam até os escolhidos.
3 - DEUS PÕE POR TERRA O ORGULHOSO QUE SE ACHA NO PEDESTAL – Obadias 3 A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? – Isaías 2.12 Porque o dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido;
Os edomitas habitavam numa região montanhosa e isso militarmente os mantinham em superioridade quando se protegiam em suas fortalezas e nessa condição desafiavam a nação de Judá a derrubá-los, visto que dada as condições privilegiadas olhavam os seus inimigos com desdém entendendo que era praticamente impossível derrotá-los. Porém esqueciam que o Deus dos céus está acima de tudo e não tem dificuldade alguma em fazer o soberbo e orgulho descer até onde ele quiser. Os orgulhos e altivos se elevarão por si mesmo, mas o poder divino os derrubará. Os homens têm o seu tempo de orgulho, onde com mentes cauterizadas continuam enganando e sendo enganados, porém o Senhor tem o seu dia para agir contra tudo que é corruptível e esse dia do Senhor será extremamente avassalador.
4 - DEUS SEMPRE HUMILHARÁ TODOS QUE DESAFIAM A SUA SOBERANIA – Obadias 4 Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor. – Isaías 13.11 E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos.
Os edomitas viviam em lugares altos e lançavam olhares de desprezo para baixo, na terra, onde achavam que todos eram inferiores. Assim muitos líderes se acham nessa condição olhando os ministérios pequenos com ar de superioridade passando uma visão para o povo incauto que Deus está só nas suas igrejas o que na realidade é lá que Deus não está. Esquecem que toda maldade, corrupção e muito mais coisas que praticam será punida e toda iniquidade deles será anulada. Os orgulhos e arrogantes serão rebaixados e humilhados e tudo que fazem explorando o povo eles colherão da mesma maneira e o fruto de maldade que estão plantando será a proporção do castigo que sofrerão.
5 - DEUS CASTIGARÁ NO TEMPO CERTO TODO MAL QUE O HOMEM PLANTOU - Obadias 15 Porque o dia do Senhor está perto, sobre todos os gentios; como tu fizeste assim se fará contigo; a tua recompensa voltará sobre a tua cabeça. Gálatas 6.7 Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Vai chegar o dia que muitos envolvidos nessas condições mascaradas terão que se defrontar com o juízo divino e não conseguirão escapar ou defender-se, pois assim diz a palavra; que nem todos que dizem Senhor, Senhor, entrarão no reino de Deus. Quem vive na esperança vã de desfrutar dos direitos pertinentes ao reino de Deus com uma conduta deplorável e vergonhosa para o evangelho, está espraiando a sua loucura. A profissão de fé cristã não pode ser uma vida de aparência, pois agindo assim achando que tem o direito de enganar os outros, na realidade apenas enganam a si mesmos pensando que podem iludir a Deus. Esquecem que Deus conhece perfeitamente o coração deles. Deus não pode ser enganado, nem escarnecido. Portanto, para prevenir isso Ele apresenta a seguinte advertência; tudo que o homem semear, isso também ceifará. Em outras palavras, prestaremos contas naquele dia daquilo que tivermos feito aqui.
6 - DEUS PROVA OS SEUS, QUEM NÃO É PROVARÁ AS TAÇAS DA SUA IRA - Obadias 16 Porque, como vós bebestes no meu santo monte, assim beberão também de contínuo todos os gentios; beberão, e sorverão, e serão como se nunca tivessem sido. – Apocalipse 16.1 E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus.
Edom celebrou sua vitória contra o derrotado Israel, porém Deus através do profeta enviou a mensagem de juízo contra eles e contra todos que se alegravam compartilhando do mesmo propósito. Deus ouve o clamor e as orações de todos justos que intercedem pedindo a sua justiça sobre toda corruptibilidade com a nomenclatura de reino de Deus. Somos ensinados a orar para que a vontade de Deus seja feita na terra como é feita no céu. A queda dos inimigos da igreja será de uma maneira que jamais poderão se levantar. Todo sistema de religião enganoso, falsas doutrinas, seu falso brilho, seus rituais supersticiosos, sua idolatria, suas indulgências, uma grande confluência de invenções que mantém um negócio e um comercio vantajosos para si mesmos, mas extremamente prejudiciais a todos que os seguem; todas essas coisas serão queimadas e destruídas. Deus conhece a vaidade e falsidade da religião herética assim como sabe que a almas de muitos tem sido envenenada por eles que pretensiosamente indicam um caminho falso de salvação.
7 – DEUS É FIEL PARA CUMPRIR AS PROMESSAS COM SEUS ESCOLHIDOS - Obadias 17 Mas no monte Sião haverá livramento, e ele será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades. – Ezequiel 37.26 E farei com eles uma aliança de paz; e será uma aliança perpétua. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.
Para o povo de Israel Deus tem promessa de restituir tudo àquilo que eles perderam, e isso só acontecerá quando for implantado o reino milenar para Israel e as nações que passarem pela provação da grande tribulação. Nesse dia será restituído os privilégios, o culto a Yahweh, o poder e a glória de fazerem parte do povo de Deus. O pacto com Israel é terreno embora contenha provisões espirituais. Aqui a Igreja não está em vista, pois esta estará em outra condição iniciada no arrebatamento. Se Deus tem promessas tão excelentes para Israel no reino milenar, imaginem o que está reservado para a Igreja na ocasião da sua partida deste mundo. Mas o que não podemos esquecer é que muitos são chamados e poucos são os escolhidos. Isso significa que Deus está fazendo um processo de seleção entre os que o servem com fidelidade que irão para a glória e os que não o servem que irão para o tormento eterno. É notório que muitos estão servindo a si próprios para satisfazerem os seus egos e espírito de grandeza e isso tem sido visto explicitamente em nossos dias e que cada um desses quer ser maior que o outro, travando uma disputa de poder e de grandeza até nas construções dos seus templos.
8 - DEUS SALVARÁ QUEM É DELE, E OS ÍMPIOS QUEIMADOS COMO PALHA - Obadias 18 E a casa de Jacó será fogo, e a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha; e se acenderão contra eles, e os consumirão; e ninguém mais restará da casa de Esaú, porque o Senhor o falou. – Romanos 11.26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.
A futura restauração de Israel envolverá todo o povo de Israel que for fiel a Deus no período da grande tribulação e todas as nações ímpias que aderiram ao governo do anticristo serão destruídas. Infelizmente Israel não levou o evangelho a sério como no princípio do ministério apostólico e se tornaram um povo apenas com aparência exterior de religião, abandonando o primeiro amor. Tiveram toda a oportunidade neste período da dispensação da graça e esse endurecimento vai se romper no período da grande tribulação onde surgirá um fiel remanescente distintos de cada tribo de Israel que serão trabalhados com a obra do Espírito Santo pela palavra e se convencerão dos seus pecados e com isso abraçarão a fé cristã. Assim a igreja deve-se manter fiel a Deus nessa dispensação em obediência irrestrita aos seus preceitos para que possa estar na condição de salva. Lembrem-se, para Israel haverá uma oportunidade por causa do pacto que Deus tem com eles, mas para a igreja não haverá outra oportunidade, quem foi para Cristo foi, quem não foi já está perdido e condenado.

O esboço é elaborado pelo texto bíblico da lição.

Pastor Adilson Guilhermel

fonte: http://www.pastorguilhermel.com.br/

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL COMO UM AGENTE DE DEUS PARA A TRANSFORMAÇÃO DE VIDAS

O PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL COMO UM AGENTE DE DEUS PARA A TRANSFORMAÇÃO DE VIDAS

Introdução
O professor da EBD é, antes de tudo, um obreiro. Como obreiro, o professor deve ser aprovado em seu ofício, e ser hábil no manuseio da Palavra de Deus (2 Tm 2.15).
O ensino da EBD, levando em conta os seus objetivos, exige da parte do professor o melhor que ele pode dar. Exige que o professor se gaste e seja gasto, no treino, no preparo, na oração, no planejamento. Exige que se entregue a si mesmo, com todas as suas forças.
Ser professor apenas para transmitir conhecimentos talvez seja até fácil, mas não se chegará a lugar algum; primeiro, porque quem apenas se dispõe a transmitir o que sabe está totalmente fora dos objetivos básicos do ensino, e segundo, porque o verdadeiro papel do professor da EBD não é ensinar, mas contribuir para a transformação de vidas através do ensino da Palavra de Deus, de forma sistemática
O professor é um representante do pastor para a edificação de uma pequena parcela do Corpo de Cristo, a sua classe. em classe, o professor da EBD deve ser também o primeiro conselheiro espiritual dos alunos. Isso refere-se não apenas às dúvidas sobre questões bíblicas, mas também à adaptação do ensino bíblico às situações problemáticas vividas pelos alunos.
O professor é e sempre será um modelo para seus alunos, mesmo não o desejando. Isto quer dizer que ele servirá como padrão para seu aluno decidir como será sua atuação na igreja, o quanto ele conhecerá a Bíblia, que tipo de comportamento ele terá em seu dia a dia, quais serão suas opiniões sobre assuntos polêmicos da sociedade moderna, etc.
Cabe ao professor da EBD, por definição, orientar o aluno e ajudá-lo a atingir sua maturidade espiritual. (Ef 4.11-13)
Nos tópicos que se seguem, apresentaremos seis itens imprescidíveis a serem observados pelo professor da Escola Bíblica Dominical, como um agente de Deus para a transformação de vidas.




I - A DEDICAÇÃO
O esforço indispensável para a transformação de vidas

A Palavra de Deus determina, em Rm 12.7, que aquele que exerce o ministério do ensino deve fazê-lo com dedicação plena. Ser dedicado significa oferecer-se com afeto a alguma coisa ou pessoa; significa consagrar-se a determinado serviço, encarando todos os sacrifícios que forem necessários para executá-lo.
O ponto de partida para o professor da EBD atuar como o agente de Deus na transformação de vidas é, além da chamada divina, conscientizar-se do que Deus espera que ele faça para exercer com dedicação o ministério do ensino, conforme é requerido em Sua Plavra.
1) Ser um professor dedicado exige que conheça seus alunos e seja conhecido por eles.
Só assim poderá influenciar suas vidas, levando-as ao amadurecimento espiritual, o que podemos chamar de vidas transformadas. À medida que procura influenciá-los para uma vida de maior crescimento espiritual, o professor passa quase que a apascentar seus alunos, que se tornam, por assim dizer, ovelhas suas. Isso significa que o professor deve acompanhar todos os passos do aluno, dentro e fora da sala de aula, não como quem vigia, supervisiona ou procura surpreender, mas como quem se preocupa, desejando ajudar o aluno em todas as suas necessidades, sejam elas materiais ou espirituais, para que sua ovelha não venha a desgarrar-se ou a enfraquecer-se.

Muitas vezes o aluno poderá vir a ter um determinado comportamento dentro da sala de aula e possuir outro completamente diferente em sua casa. Isso requer do professor mais atenção, de modo que, dentro da sala este aplique o verdadeiro ensino para edificação do aluno; e fora da sala aplique aconselhamentos necessários à firmeza do aluno de acordo com a doutrina da Palavra de Deus. Isso é ser dedicado. Isso é exercer de fato o seu papel de agente de Deus para transformação de vidas. O acompanhamento, fora da sala de aula, a ser feito pelo professor, inclui, no mínimo:
a) Visitas periódicas ao aluno, mesmo que este esteja firme na igreja. O aluno pode estar firme na igreja, e ser assíduo à EBD, mas em casa pode estar passando sérios problemas, e precisa da mão amiga do professor;
b) Visitas constantes, quando o aluno não demonstra assiduidade à EBD. O professor precisa saber o que ocorre (está viajando? está doente ? está fraco na fé ?):
c) Procurar saber como é a família do aluno. São todos salvos ? (Se não o forem, o professor deve evangelizá-los) A família apoia ou impede a freqüência do aluno à EBD ?
d) Atender o aluno em suas necessidades materiais, através do Departamento de Assistência Social de Igreja;
e) Orar, jejuar e interceder constantemente pelo aluno;
f) Auxiliar o aluno no desenvolvimento de suas tarefas de EBD, se este não consegue desenvolvê-las sozinho.
O bom professor conhece seus alunos. Conhece suas características pessoais. Sabe lidar com suas características físicas, intelectuais, sociais, emocionais e espirituais. Sabe apascentá-los.
2) Ser um professor dedicado exige que se empenhe no preparo adequado das lições e da organização das aulas.
Não se pode esperar praticamente nada de um professor que não se dedica ao preparo das lições que ministrará no domingo. Um professor dedicado gasta horas e horas de sono procurando reunir o melhor que puder para apresentar à classe, da melhor maneira possível, na aula de domingo. É preciso que haja dedicação plena para encarar o desafio de cumprir semanalmente determinadas tarefas, dentre as quais destacamos:
a) Estudar várias vezes o texto da lição;
b) Reunir e fazer uso de todo o material de pesquisa que for necessário ao preparo da lição;
c) Virar noites pesquisando o assunto da lição de domingo, para montar um bom plano de aula e estabelcer os objetivos da lição, considerando as necessidades da classe, e as características pessoais dos alunos;
d) Reunir e fazer uso dos recursos instrucionais adequados ao desenvolvimento da aula, como também estabelecer qual o método ou métodos de ensino irá adotar para ministrar com sucesso a aula de domingo.
e) etc.

3) Ser um professor dedicado exige que tenha visão voltada para o crescimento da Escola Bíblica Dominical.
O professor da EBD faz parte de uma organização, e como tal, deve estar inteirado dos objetivos gerais da mesma, para poder dar sua contribuição na busca do alcance desses objetivos. Qualquer organização que se preze, tem como objetivo central o crescimento, tanto quantitativo como qualitativo. Assim é na Escola Bíblica Dominical.
a) O professor dedicado preocupa-se com o crescimento da sua classe, fazendo campanhas e usando outros recursos para motivar o progresso da sua classe, sabendo que isso refletirá no crescimento da EBD;
b) O professor dedicado procura enquadrar-se nos objetivos gerais da EBD de sua igreja, sendo um fiel colaborador do Superintendente, em todos os sentidos;
c) O professor dedicado faz discípulos (novos professores) em sua própria classe, para colocar à disposição do Superintendente novos talentos, até então no anonimato;
d) O professor com visão voltada para o crescimento motiva os demais a crescerem juntos com ele.


II - O CRESCIMENTO
A melhoria indispensável para a transformação de vidas

Em Lc 2.52 a Bíblia diz: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”. Há inúmeras lições a aprendermos com esta passagem sagrada, pois sendo Jesus o Filho Deus, precisou crescer e se aperfeiçoar, em vários sentidos e aspectos, enquanto Filho do Homem. Um desses aspectos, aliás o mais relevante, pelo qual Jesus mais se identificava, como bem sabemos, era o de ser chamado “Mestre”, como de fato O foi, e fazia questão de assim ser reconhecido. Mestre, na verdade, era um título atribuído aquém do que realmente fazia jus, pois o Senhor era mesmo o Mestre dos Mestres.
Pois bem, o Filho de Deus, o Mestre dos Mestres, precisou crescer. Precisou se aperfeiçoar. Entre outras coisas, essa “necessidade” sobretudo servia de exemplo para nós, seus servos, seus seguidores, e também ensinadores da sua doutrina. Resumindo: Se Jesus precisou crescer, o que dizer de nós, simples mortais? Um texto sagrado recomenda: “Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).
Deus tem sempre seres humanos na realização dos planos divinos. Pessoas são importantes para Deus. Entre as pessoas mais importantes do mundo de hoje encontram-se aqueles que ensinam a Palavra de Deus em nossas Escolas Bíblicas Dominicais. Os professores são importantes porque ensinam o livro mais importante - a Palavra do nosso Deus. Lidam com outras pessoas, os nossos alunos, igualmentre importantes no plano de Deus. Têm ao seu dispor o próprio Espírito de Cristo, como seu professor e guia. Têm, no seu ensino, os mais dígnos propósitos que existem entre os homens. É importante, portanto, o conceito que o professor tem de sí e da sua tarefa.
Em que o professor precisa melhorar? Em que precisa Crescer? Em que precisa aperfeiçoar-se para atuar com sucesso como um instrumento de Deus na transformação de vidas?
Vejamos:

1) Como intérprete da Bíblia
Em 2 Tm 2.15 a bíblia diz: “Procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. O texto sagrado aquí faz um apelo a nós, professores, que ensinamos a Palavra de Deus, para que saibamos manuseá-la muito bem, interpretar bem as suas verdades, para não ensinarmos nada errado e sofrermos as terríveis conseqüências disso (1 Co 9.27)
O professor da Escola Bíblica Dominical é um intérprete da Bíblia. Ele foi nomeado e eleito para esse fim. Ele fica ao lado do seu aluno para dar as melhores explicações possíveis, para esclarecer palavras e frases difíceis, para desconselhar conclusões precipitadas e para evitar interpretações espúrias, forçadas ou prejudiciais.
Grande é a responsabilidade do professor como intérprete da Bíblia. O professor consciencioso verá que este papel exige as melhores qualidades e o maior esforço possíveis. Mas, ele não trabalha sozinho. Paulo reconheceu isto quendo disse: “porque nós somos cooperadores de Deus” (1 Co 3.9). O trabalho não é nosso, é de Deus. Ele nos chama e nos capacita para que sejamos seus colaboradores. E nos dá seu Espírito para ser também o intérprete, tanto para o professor quanto para os alunos.

2) Como líder da classe
A classe da Escola Bíblica Dominical é a unidade básica. O líder da classe é o seu professor. É bom que o professor se conscientize sobre suas responsabilidades como líder. Infelizmente, em algumas das nossas EBD’s, a maioria das classes nunca realiza a sua potencialidade. Será que os professores zelam para garantir um professor-substituto na sua ausência? Preocupam-se com o crescimento de suas classes? visitam os alunos ausentes, ou delegam responsabilidades para que isto seja feito? Estão muito interessados em melhorar sua eficiência como professor? sabem se os alunos não crentes estão mais próximos de uma decisão neste domingo do que no domingo passado?
O professor possui certas qualidades de liderança e os alunos esperam dele o exercício dessas qualidades. Mas, ele não faz tudo. Como líder, ele leva a classe toda a trabalhar e, juntos, eles conseguem suas metas predeterminadas. É o professor que deve tomar a iniciativa na definição dessas metas para os seus alunos.

3) Como evangelista
Os maiores ganhadores de almas em nossas igrejas são os obreiros da Escola Dominical. Se não o são, devem procurar sê-lo! Têm as melhores oportunidades, o melhor preparo e os motivos mais fortes para isso. E lidam constantemente com a Bíblia, o livro que todos usam para evangelizar.
O ensino do professor da EBD deve ser evangelístico. Isto significa que tudo o que ele faz e ensina deve, direta ou indiretamente, focalizar a pessoa de Jesus Cristo como o Salvador. O Dr. G. S. Dobbins (Melhor Ensino na Escola Dominical - Juerp, 1960) sugere o seguinte:
• Qualquer que seja a lição, o professor deve levar o aluno a encontrar-se com Cristo;
• Acima de tudo, o professor compartilha Cristo;
• Qualquer que seja o método usado, Cristo deve ser o mestre dentro da sala de aula.
Se é assim, como pode o professor da EBD deixar de ser um evangelista? Como pode deixar de matricular um não crente na sua classe? Como pode negar para o seu ensino da Palavra de Deus a finalidade evangelística?

4) Como exemplo perante os alunos
O professor ensina muito pelo que diz, mas ensina mais pelo que é. As boas palavras do professor têm como base e força maior o bom exemplo que ele vive. Quando o aluno vê o evangelho vivido por alguém, isso lhe traz grandes grandes benefícios. É uma confirmação do que ele está aprendendo. É a teoria em prática. O novo crente, especialmente, precisa ver e acompanhar o andar de um crente mais maduro, para poder entender o significado da maturidade espiritual.
Na verdade, o professor deve refletir a vontade divina sendo executada em sua vida, e não a sua própria vontade. Para tanto, convém perguntar: “Que tipo de pessoa sou eu?” Depois de responder a essa, eis uma segunda: “Como posso melhorar a minha vida?”.

5) Como um amigo e conselheiro
O professor que dirige uma classe bíblica sem amor não passa de um “metal que soa ou címbalo que retine” (1 Co 13.1). O que o professor diz no domingo tem que servir para todos os dias da semana. O que faz um professor quando adoece um membro da sua classe? Ou quando está em dificuldade de ordem familiar, moral ou financeira? Ou quando se torna frio ou indiferente? O professor pode tomar o tempo de se envolver, de aconselhar e procurar uma solução? Foi isso que Jesus fez. O professor que não ama de verdade seus alunos dificilmente será um bom professor. Dificilmente será instrumento de Deus para a transformação de vidas.
O aluno precisa encontrar no seu professor um amigo. Um amigo para dar apoio quando está desanimado, coragem quando está se sentindo espiritualmente abalado. Os problemas do dia-a-dia são reais e o aluno quer respostas que funcionam, que satisfazem. Encontrando-as ou não, se ele sabe que tem um professor que é seu amigo, pode continuar na luta.
III - A DISCIPLINA
A postura indispensável para a transformação de vidas

Em 1 Tm 4.12 a Bíblia recomenda: “Sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza.”; Da mesma forma em Tt 2.7: “Em tudo de dá por exemplo”; E em 1 Co 11.1 Paulo desafia:“Sede meus imitadores”.
Todo aluno deseja ser como o seu professor. Deseja imitá-lo. Faz dele um modelo de conduta. O professor deve se dar conta disso e procurar desenvolver um padrão de comportamento que seja de fato exemplar, afinal, precisará usar essa ferramenta em suaatuação como instrumento de Deus para a transformação de vidas.
O professor, queira ou não, influencia. E não pode fugir disso. E essa influência contagia com naturalidade toda a classe. Se o professor não é disciplinado, a influência que transmitirá à sua classe será negativa, e as conseqüências disso serão, seguramente, desastrosas.
São muitos os aspectos a serem observados pelo professor da EBD em relação à sua conduta, principalmente perante os alunos. Os 4 aspectos mais importantes são:

1) Pontualidade
O professor que chega atrasado à sua classe estará, no mínimo, cometendo dois erros: 1o) roubando parte do tempo disponível, para ministrar uma boa aula; 2o) permitindo que seus alunos também cheguem atrasados e percam parte da aula que está sendo ministrada. A pontualidade é fundamental como elemento de motivação para os alunos. Os alunos adoram quando chegam à classe no domingo e já encontram o professor esperando por eles, talvez revendo alguns apontamentos ou arrumando uma melhor acomodação para a classe.

Os alunos fazem o maior sacrifício para chegarem à classe no domingo dentro do horário de início da aula, para não perderem a introdução do assunto que será ministrado e inteirarem-se dos objetivos da lição, normalmente apresentados pelo mestre durante a introdução da lição.
Se, entretanto, não encontram o professor na classe, seguramente irão passar a não dar mais tanto valor à pontualidade, e passarão a chegarem atrasados a partir do próximo domingo, pois entenderão que, se isso fosse importante, o professor levaria a sério. É contagiante! Cuidado!
Há um erro que muitos professores cometem, sem que percebam, crentes que estão abafando! Esse erro consiste em é ter que ficar esperando a classe “encher” para começar a aula. Sabe o que vai acontecer? Os alunos concluirão que não valerá a pena chegar no horário, pois terão que esperar os “atrasildos”. Portanto, passarão a atrasar-se também.
Por outro lado, se o professor iniciar a aula com pontualidade, mesmo com a sala vazia, levará os “atrasildos” a se conscientizarem de que estão perdendo boa parte do ensino, e passarão a ser pontuais também.
Professor, nunca permita que a falta de pontualidade seja um empecilho para a sua atuação como instrumento de Deus na transformação de vidas. Vidas que estão sob seus cuidados!

2) Assiduidade
Assiduidade é sinônimo de constância, de perseverança. A Bíblia recomenda: “Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor” - 1 Co 15.58 (grifo nosso). O professor que tem por hábito não comparecer às reuniões da EBD, tais como o Estudo de Professores, e até mesmo à sua própria classe, alegando sempre motivos particulares, certamente não está em condições para dedicar-se ao ministério do ensino, e muito menos de ser usado por Deus como instrumento para a transformação de vidas, pois a Palavra de Deus reprova a falta de constância e assiduidade (Lc 9.62). Não sendo assíduo às reuniões, o professor não estará acompanhando o dia-a-dia da sua classe e também da sua EBD, para tomar conhecimento das diretrizes que estão sendo estabelecidas para o aprimoramento de todos os segmentos da Escola Dominical. Quando ele falta às aulas, passa para o aluno uma imagem de descaso. E o pior é que o aluno o toma como modelo! (como de fato o é).

3) Colaboração
Colaborar significa laborar em conjunto, buscando o mesmo objetivo. Colaboração também pressupõe integração. O professor disciplinado é um colaborador, em todos os aspectos, junto ao seu Superintendente e demais colegas. Êle está sempre à disposição para ajudar, para ser útil em alguma coisa que porventura possa estar ao seu alcance fazê-lo. Mesmo que determinadas diretrizes estabelecidas na EBD pelos dirigentes não sejam, em sua opinião, perfeitas, ou do seu agrado, mas ele as acata e as faz cumprir. Tudo por disciplina. Tudo por respeito. Tudo por que é um agente de Deus preocupado na transformação de vidas que estão sob seus cuidados. Uma postura de “criador de caso” , “dono da verdade”, ou de quem age como “um sabe tudo” que não tem que dar satisfações à administração da EBD ou ao pastor, não é digna de um professor chamado para ser o exemplo dos fieis, na transformação de vidas.

4) Lealdade
O professor da EBD deve ser um membro fiel e leal à igreja que o elegeu para o ensino bíblico em uma classe da Escola Dominical. Sem essa lealdade, a igreja e a classe saem prejudicadas. De todas as tarefas que se exerce na igreja, esta é a que exige mais lealdade. Mas lealdade em que sentido?
a) No apoio ao Pastor - a maior expressão de liderança da igreja se encontra no seu pastor. O ensino faz parte vital do seu ministério. A Escola Dominical e a atuação dos seus professores são uma extensão desse mesmo ministério. O professor, por palavra e exemplo, exerce tremenda influência, junto a seus alunos, no sentido de dar apoio ao seu pastor.
b) Na assistência aos cultos - O professor da Escola Dominical deve entender que os cultos da igreja são importantes e deve assistir a eles. O culto que segue à Escola Bíblica Dominical é, de certa maneira, o ponto culminante da própria Escola. O pastor não ensina a lição no culto, mas ele consegue construir em cima daquilo que os professores já fizeram nas classes. A presença do professor, e de seus alunos, encoraja o pastor e dá uma demonstração de que a equipe toda está funcionando em perfeita harmonia. O culto precisa do professor; o professor precisa do culto.
c) Na participação no sustento financeiro - O professor que é dizimista nunca terá dificuldade alguma para levar os seus alunos ao estudo da mordomia cristã. O professor que é generoso no dar verá que a sua classe tende a seguir o seu exemplo. Levará a sua classe a levantar boas ofertas missionárias nas épocas determinadas, tudo em cumprimento do programa financeiro de sua igreja.
IV - AS QUALIDADES PESSOAIS
Marcas indispensáveis para a transformação de vidas

Quem é o melhor professor que você conhece? o que você mais admira nele? você já parou para pensar nas qualidades desse professor? Nas qualidades que fizeram dele um professor respeitado, admirado e que você guarda na memória até hoje?
Queremos salientar algumas das melhores qualidades dos melhores professores, daqueles que melhor ensinam a palavra de Deus.

1) Espiritualidade
Esta qualidade é, de todas, a mais importante, para o professor da EBD. Uma pessoa que não tem religião não pode ensinar religião para outros. O professor que não mantém uma boa comunhão com Cristo em seu coração e em sua vida diária jamais será bem sucedido, mesmo que seja muito inteligente e conhecedor de todas as leis do ensino. O professor não pode suprir as necessiedes dos outros sem primeiro ter supridas suas próprias necessidades espirituais. Não pode levar os seus alunos numa viagem que primeiro não tenha feito ele mesmo.
a) O professor deve ser um cristão maduro - que manifeste um caráter cristão forte e que possua certos traços cristãos tais como a bondade, a modéstia, a boa disposição, a lealdade, a tolerância, o amor. O professor deve ser um exemplo vivo do verdadeiro Cristianismo. Suas atitudes, seus padrões, e seu viver de todos os dias serão conforme a tudo quanto se ensina na Palavra de Deus, e a tudo quanto ele ensina na EBD. Quando o ensino da EBD é considerado um ministério ordenado por Deus, como já vimos, e quando se vê claramente a natureza espiritual da verdade que se ensina, percebe-se ser imperativamente necessário que o professor da EBD seja cheio do Espírito Santo. Considere o caso de Apolo, que estava ensinando, “conhecendo apenas o batismo e João”. Quando Áquila e Priscila souberam disso, imediatamente “tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus”, (At 18.25,26).
b) O professor deve ser uma pessoa de oração. - Assim sendo, estará seguindo o exemplo de Jesus, que orava e ensinava a seus discípulos a origem desse ensino. A oração ajuda o professor a se manter humilde e dependente de Deus. A oração proporciona oportunidades para o professor afinar sua vontade e seus propósitos aos planos de Deus. A oração do professor abre a mente dos alunos, permitindo uma melhor compreensão do ensino bíblico. O professor deve esforçar-se para cultivar na sua vida devocional a oração intercessória. Os alunos querem e precisam ter um professor que ore por eles. O ensino do professor é mais objetivo quando ele ora pelos alunos.

2) Senso de chamada
A Bíblia fala de várias “chamadas”:
a) Todas as pessoas são chamadas para a salvação, para conhecerem a Cristo como Salvador. O evangelho é universal e Deus não quer deixar ninguém de fora.
b) Todos os crentes são chamados para servir a Deus. A Bíblia não deixa nenhuma dúvida no que se refere à responsabilidade de todo crente conhecer os ensinamentos bíblicos.
c) Existe também uma terceira “chamada” - a chamada para o ministério. Uma chamada para a pessoa se preparar para uma obra especial no pastorado, na vida denominacional, no campo missionário, ou noutro semelhante.
Feliz é o professor que sente que Deus tem para ele um trabalho especial - uma classe onde possa aplicar os seus conhecimentos e sua experiência. Onde ele possa investir a sua vida. Onde ele possa ministrar. Neste ministério ele está cooperando com os planos de Deus. Neste ministério ele está colaborando com o seu pastor. Bem aventurado o professor que tem um senso de chamada de Deus! (Ef 4.11)

3) Relações inter-pessoais
A personalidade de Jesus atraia multidões. Ele ensinava as verdades de Deus, transmitindo-as pelo uso de sua personalidade. O professor da EBD se relaciona constantemente com pessoas. “O nível mais profundo da experiência humana é sua relação com pessoas. A expansão do eu, que se dá especialmente na adolescência, torna possível a inclusão de outras pessoas em nossa vida. Aqui está o segredo das relações pessoais sadias, que marcam uma personalidade equilibrada. Podemos dizer, sem muito medo de errar, que, se um indivíduo não alcança este nível de desenvolvimento, dificilmente terá uma religião sadia e criativa, pois a religião é, acima de tudo, uma relação pessoal com Deus, relação essa que se reflete em todas as dimensões de nossa relação com o próximo” (Dr. Merval Rosa, Psicologia da Religião, Juerp).
Podemos ver que o professor que tem uma personalidade equilibrada leva grande vantagem e certamente deseja para seus alunos a mesma vantagem.

4) Disposição de aprender
O homem é um ser educável e nunca acaba de aprender. Professores, como as demais pessoas, são imperfeitos. É importante que o professor reconheça que tem suas limitações. Ele nada ganha bancando o “sabidão”. quando não sabe uma resposta é melhor ser honesto e dizer que não sabe. Ganhará com isso o respeito de todos. A falta de humildade não é uma virtude.
Os melhores professores são aqueles que têm a disposição de aprender. Até Jesus “crescia em sabedoria” (Lc 2.52). O professor deve procurar sempre oportunidades para aprender mais. Aprenderá com os outros professores. Aprenderá dos melhores livros. Aprenderá dos alunos e com eles. Alguém bem disse: “Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa”.

5)Disposição de melhorar
Todo professor pode ser um professor melhor. É triste quando um professor está satisfeito em ficar onde está, a ensinar sempre como ensina agora e não progredir. Alguém desenvolveu, com muita propriedade, o seguinte quadro sobre professores:
O professor medíocre fala;
O bom professor ilustra;
O professor superior demonstra;
O grande professor inspira.
O desejo de ser um professor melhor gera insatisfação com o que somos atualmente, levando-nos sempre em direção ao ideal. Foi assim com o apóstolo Paulo: “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação” (Fl 4.13).
Encerramos este tópico com a seguinte ilustração:
Certa pessoa, deixada de lado na escolha de um novo diretor de uma escola, queixou-se com o relator da comissão e disse:
“Mas eu sou o candidato mais indicado, pois tenho 23 anos de experiência no ensino”
“Não, meu amigo”, - retrucou o relator- “você não tem 23 anos de experiência. Você tem um ano de experiência, repetido 23 vezes”.


V - OBJETIVIDADE NO ENSINO
Os Alvos Indispensáveis para a Transformação de Vidas

Objetivos para o professor são como o mapa para o viajante, ou a bússola para o marinheiro. Dão a direção que o professor precisa ter. O professor também pode se perder em seu ensino, e se ele não sabe onde está, certamente os alunos também estão perdidos.
No ensino, existem três fases básicas: planejamento, execução e avaliação. Fases importantes e relacionadas aos objetivos.

1) O professor que tem objetivos centraliza o ensino na revelação bíblica
O professor da Escola Dominical tem uma missão toda especial - ensinar a Bíblia para os seus alunos. É o livro-texto da EBD e o ponto de partida de todas as lições. É a base do currículo e das revistas. Nada deve tomar o lugar da Bíblia no ensino. Tudo o mais apenas complementa, explica e aplica a mensagem bíblica. Deus tem um plano para o mundo criado por ele. Tem um plano para cada vida e quer que cada pessoa entenda o seu plano. O plano de Deus se encontra na Bíblia, e o professor é o agente de Deus para fazer as pessoas entenderem esse plano, e por fim terem suas vidas transformadas.

2) O professor que ensina com objetividade visa ajudar as outras pessoas
Para o professor não existe ninguém mais importante que o seu aluno. O aluno é o objeto do seu ensino. O aluno tem necessidades e o profesor que ajudá-lo a superar suas dificuldades, quer levá-lo a encontrar soluções para o seu problema. O resultado do ensino bíblico deve ser vidas melhores. Deus quer que toda pessoa chegue à sua máxima potencialidade. O professor colabora com Deus quando:
a) Ajuda os alunos a descobrirem quem eles são - O aluno deve saber o que crê, o valor de suas crenças e quais são os seus motivos.
b) Ajuda os alunos a se aceitarem a sí mesmos - Todos têm defeitos: na personalidade, no corpo, nas capacidades. Mas, diante de Deus, todos têm o mesmo valor. O professor e os alunos que acompanham com paciência a dificuldade de um aluno em se expressar, estão dizendo para aquela pessoa que a aceitam, com seus defeitos. Quando outras pessoas nos aceitam, torna-se mais fácil nós nos aceitarmos a nós mesmos.
c) Ajuda os alunos a aprenderem as verdades de Deus - Isto significa mais que simples fatos bíblicos. A verdade de Deus produz convicções, esperança, satisfação. A verdade de Deus penetra além da mente. Vai ao coração e afeta atitudes e ações. Transforma vidas.

3) O profesor que ensina com objetividade submete seu ensino a avaliação
As três fases do bom ensino podem ser chamadas de: antes da aula (planejamento), durante a aula (execução do plano) e depois da aula (avaliação). O bom professor toma tempo para avaliar seu ensino, para ver atingir suas metas:
• Se as ilustrações planejadas realmente esclareceram o assunto;
• Se a pesquisa bíblica elaborada realmente conseguiu envolver todos os alunos;
• Se o uso de uma outra versão da Bíblia realmente trouxe mais interessse na leitura da passagem bíblica;
• etc.
Ele quer eliminar as experiências negativas e reforçar as experiências positivas, sempre com vistas a melhorar a qualidade dos seu ensino.
O professor que não tem seus objetivos bem definidos não tem base para uma avaliação do seu ensino. Não sabe se ensinou bem ou mal, se os alunos aprenderam bem ou mal, se os alunos aprenderam ou não, se deve modificar alguma coisa ou não. É semelhante à situação de Cristóvão Colombo. Alguém caracterizou assim a incerteza dele em buscar um mundo novo:
Antes de viajar, não sabia para onde ia;
Quando chegou, não sabia onde estava;
Quando voltou, não sabia dizer onde tinha estado.


VI - PARCIALIDADE
Impedimentos para a Transformação de Vidas

Existem muitos impedimentos para um ensino melhor, que realmente transforme vidas, tais como a falta de espaço adequado, falta de apoio dos líderes, falta de material de ensino, etc. O que queremos enfatizar aquí, no entanto, tem a ver com o professor, como um agente de Deus para a transformação de vidas.

1) Falta de experiência
 Mas, eu nunca ensinei uma classe da Escola Bíblica Dominical! Esta é uma reação normal de quem não tem experiência. E como vai ganhar experiência? De uma maneira só: Ensinando. A experiência faz falta para o novato, pois ganhamos muitas lições práticas ao longo dos anos como professores. Mas o professor novo, disposto a dar o melhor de si, pode vir a ser um bom professor.
Muitos professores de adultos já têm experiência no trabalho com crianças ou jovens antes de serem convidados para dirigir uma classe de adultos. Essa experiência é de grande valor. Há necessidade de fazer adaptações, pois faixas de idade diferentes representam outros níveis de linguagem, de métodos, etc.

2) Falta de Tempo
Todos nós usamos o mesmo relógio - o de 24 horas. Temos ao nosso dispor o mesmo tempo. A diferença entre as pessoas está na maneira de usar o tempo. É uma questão de prioridades. O que é mais importante para uma pessoa recebe maior parcela de tempo. O que julgamos de menos importância, recebe menos tempo.
É verdade que algumas pessoas andam muito mais ocupadas do que outras. Enchem demais as horas que têm. Será que fazem mesmo tanta coisa ou isso é apenas uma impressão que querem dar? Será que conseguem entrar no fundo de qualquer assunto ou empreendimento ou tratam de tudo muito superficialmente?
Quando se trata da Bíblia, o estudo superficial é de valor duvidoso. O professor que não tem tempo, ou que não dá o tempo necessário ao preparo, corre seriamente o risco de fazer um trabalho de pouco significado, e que, seguramente, não irá alcançar a transformação de vidas.

3) Falta de preparo
Este impedimento pode estar ligado à questão de tempo. Mas, pode ser por outra causa. A falta de visão pode levar o professor a não preparar-se bem. A falta de recursos didáticos como comentários, concordâncias, dicionários, etc pode também impedir o professor de fazer um trabalho adequado na busca da transformação de vidas.
A falta de preparação se torna bem evidente na aula. O professor perde o controle na aula e os alunos começam a conversar entre sí, talvez reclamando da péssima maneira como estão sendo alimentados com o assunto daquele domingo. No fim, o professor sente-se aliviado por ter terminado o tempo sem terem acontecido maiores catástrofes. Nesta hora, é aconselhável que o professor calcule os danos e decida que não vai mais repetir a experiência.


CONCLUSÃO

Os seis itens abordados, Dedicação, o Crescimento, a Disciplina, as Qualidades Pessoais, a Objetividade no Ensino e os cuidados com a Parcialidade precisam estar sempre em evidência no dia-a-dia do professor, para que este possa desempenhar com sucesso o seu papel de agente de Deus para a transformação de vidas.
Não é o professor que transforma vidas. Quem tansforma vidas é Deus, mediante o ensino da Sua Palavra, para o qual o professor é o instrumento escolhido.
Tudo o que você apredeu através deste estudo, coloque em prática imediatamente. Saiba que tudo isso vai ser cobrado por Deus, pois Ele te deu esta oportunidade de tomar conhecimento destas coisas (se ainda não as conhecia) justamente para que você possa de fato conscientizar-se de que o seu papel principal não é ensinar, mas transformar vidas atavés do ensino.


AUTORIA DESCONHECIDA.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Como formar novos educadores cristãos

Por: Valmir Nascimento (publicado na Revista Ensinador Cristão)

Mui esplêndidas são as lições que extraímos das páginas das Escrituras Sagradas ao “vislumbrarmos” os atos e “ouvirmos” as penetrantes palavras do Mestre Jesus. Aprendemos com suas cativantes parábolas, somos instruídos por seus sábios conselhos e redargüidos por seus incontestáveis sermões. E, como se não bastassem essas magníficas lições, facilmente percebidas nos relatos bíblicos, pelo fulgor de sua clareza. Existem, ainda, grandes ensinamentos que, como pérolas em ostras se escondem. Aprendizados que estão nas entrelinhas das ações do Mestre. Instruções quase imperceptíveis, porém, de valor inestimável.

Encontramos uma dessas pérolas no milagre da multiplicação dos pães. Trata-se de uma passagem bíblica de notório conhecimento, cujo teor das frestas poderia passar despercebido. É algo simples, no entanto, revela-nos um dos grandes fundamentos do ministério terreno de Cristo como corolário da sua missão.

Vejamos a cena:
Uma multidão de pessoas se aglomera para ver e ouvir o Nazareno. É chegada a hora da refeição e todos estão famintos. Eles têm somente cinco pães e dois peixinhos para alimentar a turba. Os discípulos estão preocupados; o Mestre, tranqüilo. O desfecho é que com esse pequeno lanche, Jesus, miraculosamente, saciou a fome de cinco mil homens, além de mulheres e criança.

O exemplo do Mestre: A lição da participação

Qual a lição que tiramos dessas histórias? A resposta está no texto de Mateus 14:19 “…e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão”; fato esse que também se repete em Mateus 15:36. Note que o mestre pega os pães e, um a um entrega-os primeiramente aos discípulos para que esses repassem à multidão. Essa é a lição da multiplicação; o ensino da participação.Jesus poderia ter entregado diretamente os pães às pessoas que ali estavam. No entanto, o Mestre, sabiamente, resolveu passar pela mão de cada discípulo primeiro. Tudo fazia parte da preparação dos apóstolos. Afinal não bastava que eles somente ouvissem, era-lhes necessário agir. Eis que eram homens que dariam continuidade à obra de Cristo na pregação do evangelho e na implantação do Reino na terra. Paulo também confirmou esse ministério com as seguintes palavras: “E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros” II Tim. 2:2.
O ministério da multiplicação de talentos também deve estar presente na Igreja atual. É imprescindível que o “Corpo de Cristo” prepare novos talentos que dêem continuidade à educação cristã de forma eficiente e qualificada. Para isso, é preponderante que a direção das Igrejas e das Escolas Dominicais invistam em ações com vistas a encontrar e formar os novos aspirantes ao ensino bíblico, preparando-os e treinando-os de forma planejada e consistente, evitando-se, assim, a descontinuidade do ensino bíblico para os dias atuais.
Esse planejamento envolverá três grandes desafios:

1) Como localizar os aspirantes à educação cristã;
2) Como treiná-los e capacitá-los e;
3) Como introduzir o novo educador no ensino da Escola Dominical.

Assim, nos lançamos aqui a esse desafio de repassar algumas estratégias que vêm, pela graça de Deus, logrando êxito.

Quem são eles: Encontrando os novos educadores

Outra lição que aprendemos com Jesus é a escolha da sua equipe. Quando do recrutamento dos seus discípulos, o Mestre separou homens não pelo que faziam (ofício) ou pelo que tinham (posses), mas pelo que queriam (objetivo). Importante era que seus discípulos tivessem duas características marcantes: vontade de aprender e desejo de ensinar. Deveriam estar dispostos a darem tudo de suas vidas pela Missão.
O primeiro passo, rumo à multiplicação de talentos na Igreja, consiste na localização dos aspirantes ao ensino. Deve-se saber, à priori, quem são as pessoas interessadas em trabalhar com a Escola Dominical, pois, assim como qualquer função eclesiástica, o ensino da Palavra de Deus requer uma atitude voluntária e espontânea. A liderança deve necessariamente escancarar as portas para as pessoas vocacionadas, interessadas e completamente comprometidas em levar conhecimento ao próximo e fechá-las para os desinteressados e descomprometidos. Pois, infelizmente, temos visto constantemente novos professores que são “jogados” em algumas salas de aulas, os quais não possuem vocação, tampouco qualificação.
Recrutar professores para a Escola Dominical, não é das tarefas mais fáceis. Marcos Tuler assevera que “A maior dificuldade, por incrível que pareça, reside na indisponibilidade dos recursos humanos ou na imperícia e insensibilidade para lidar com eles”. Segundo Tuler, os professores devem ser escolhidos com base na vocação, aptidões específicas e na chamada divina para o magistério cristão. Assim, entendo que uma análise superficial do pretenso professor, não seria o suficiente para saber se o mesmo possui tais atributos, devendo, portanto, haver um acompanhamento continuado para tal verificação.1

Destarte, inicialmente o importante é saber “o que eles querem”. Qual o objetivo dos aspirantes no tocante ao ensino. Para essa “seleção” não se pode, nem se deve levar em consideração somente a graduação do pretenso professor (Não podemos negligenciar que o preparo acadêmico e a formação intelectual são de enorme valia, porém, não podemos perder de vista que estamos formando novos educadores, e isso requer tempo e planejamento), nem tampouco seu sobrenome; antes, o interesse que o mesmo tem pelo ensino e a chamada de Deus para o ministério.
Inicialmente, o levantamento dos aspirantes poderá ser efetuado mediante um questionário junto aos membros da Igreja. As questões deverão enfocar o interesse do aspirante pelo ensino e o motivo pela qual pretendem fazê-lo. É importante que o questionário seja escrito, pois, diversas vezes os irmãos mais tímidos têm receio de exporem pessoalmente sua aspiração pelo ensino. Outra importante informação que se deve buscar já nesse primeiro questionário é saber para qual classe de alunos o aspirante pretende lecionar; qual a sua vocação por faixa etária (crianças, adolescentes, adultos, etc). Caso o mesmo não tenha ainda em mente qual a turma, poderá futuramente fazer um “estágio” em cada uma das salas, visando mostrar-lhe a realidade de cada turma, o que, logo após, terá ele a capacidade de decidir qual faixa etária escolher.

Como treiná-los: Capacitando os novos educadores

Jesus aproveitava todos os cenários e todos os momentos para ensinar. Ele usava o cotidiano e a realidade das pessoas. Não era necessária a realização de um evento específico sobre determinado assunto para o Mestre educar. Assim, o melhor local para iniciar a preparação dos futuros professores é na própria classe da Escola Dominical. É na EBD que eles terão o contato com a realidade do ensino; ali presenciarão o cotidiano da educação dominical. Desta forma, é importante que não somente a liderança empenhe-se na formação dos novos educadores, mas principalmente que exista a contribuição efetiva dos professores que já atuam no ensino, os quais serão os primeiros guias dos aspirantes. É por isso que devemos alertar: O bom mestre é aquele que é capaz de formar não somente alunos, mas, principalmente, outros professores. O bom mestre não somente repassa conteúdo, antes, busca formar nos alunos o caráter cristão, capacitando-os a repassarem avante tais ensinamentos.
Para tanto, é necessário que o mestre incentive os aspirantes às pesquisas, para que em todas as aulas estejam preparados. O estímulo à leitura de bons livros é outro aspecto de relevância, e, sempre que possível deverá apresentar na classe da EBD os livros nos quais tem se baseado para preparar suas aulas, motivando-os a adquirirem tais obras. Assim, o mestre estará gerando neles um ardente desejo de aperfeiçoamento. E finalmente, outra ação de alto relevo, consiste no incentivo, de todas as maneiras possíveis, ao estudo sistemático e planejado da lição a ser ministrada. Devendo os aspirantes, estarem preparados em salas de aulas, para participarem ativamente do estudo, devendo, portanto, tal atitude ser requerida constantemente dos mesmos.
É claro que também não poderíamos nos esquecer de mencionar que o treinamento dos novos educadores poderá e - deverá - ser feito através da participação em seminários, congressos e palestras sobre o ensino na EBD. Eventos que abordem a didática, tanto na educação cristã quanto secular. E louvamos a Deus que dia após dia surgem novos eventos como esses, os quais apresentam excelentes recursos e novas técnicas para a qualificação da arte de ensinar. Por isso, a direção deve empenhar-se, sem reservas, em financiar a participação dos aspirantes, para que os esses presenciem esses acontecimentos e, se possível, a própria Igreja realize-os periodicamente.

Como iniciar a atividade dos novos educadores

Um início mal formulado pode gerar grandes frustrações no aspirante. Portanto, a introdução do aspirante deverá se dar de maneira moderada e bem planejada. Afinal, a moderação é melhor caminho para o êxito.
Comece usando o aspirante como monitor da classe. Nessa fase ele será responsável por fazer pesquisa referente ao tema objeto do estudo; devendo estar preparado em sala de aula. No momento do ensino o professor titular poderá iniciar a concessão de oportunidades para que o mesmo exponha à turma sobre a sua pesquisa, ou que demonstre qualquer outro ponto de vista sobre a lição.Depois, escale-os, com antecedência, para dar a introdução da lição que será estudada; concedendo de 05 (cinco) a 10 (dez) minutos. Caso haja mais de um aspirante, será necessária a elaboração de uma tabela de rodízio entre os aspirantes. Em seguida, e de acordo com o grau de facilidade de cada aspirante, vá concedendo mais tempo para que eles lecionem.
É importante que após cada aula ou participação do aspirante, o professor dê a ele um feedback (retorno) acerca da sua exposição. Mencionando os pontos positivos e os pontos negativos, enfatizando as suas qualidades e o que pode ser melhorado. Mas lembre-se, sempre procurando evitar a crítica exagerada.Realize constantemente reuniões somente com os aspirantes, visando sanar algumas dúvidas, ouvir sugestões e apresentar algumas experiências de ensino que sejam de relevância para eles. Faça oficinas, coloque-os para lecionarem sobre qualquer assunto bíblico entre eles mesmos, para que percam a inibição de falarem em público.

Entendendo o que é ser um multiplicador de talentos

Para terminar, repassarei um exemplo que tornará claro a idéia sobre multiplicadores de ensino e o que isso representa no mundo espiritual.
Um professor de Escola Dominical do século passado que conduziu um vendedor de calçados a Cristo. O nome do professor você pode nunca ter ouvido: Kimball. O nome do vendedor de calçados que ele converteu você certamente conhece. Dwight Moody.
Moody tornou-se evangelista e exerceu grande influencia na vida de um jovem pregador chamado Frederick B. Meyer. Meyer começou a pregar nas faculdades e, durante suas pregações, converteu J. Wilbur Chapman. Chapman passou a trabalhar com a Associação Cristã de Moços e organizou a ida de um ex-jogador de beisebol chamado Billy Sunday a Charlote, Carolina do Norte, para realizar um reavivamento espiritual. Um grupo de líderes comunitários de Charlotte entusiasmou-se de tal maneira com o reavivamento que planejou outra campanha evangelística, convidando Mordecai Hamm para pregar na cidade. Durante essa campanha um jovem chamado Billy Graham entregou sua vida a Cristo. E Graham por sua vez levou milhares de pessoas a Cristo.1
Será que o professor da Escola Dominical de Boston imaginava qual seria o resultado de sua conversa com o vendedor de calçados? Não! Mas, da mesma forma que aconteceu com ele poderá acontecer conosco. Sejamos não somente professores, mas, sobretudo, multiplicadores de talentos!