a EBD em Vale dos Reis

A Escola Bíblica Dominical é uma das mais importantes atividades da 1ª Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Vale dos Reis, funcionando todos os domingos no horário das 08:00h as 10:00h, em seu templo situado à Rua Rei Carlos I, s/n.º, Próximo ao Colégio Reis Magos, em Vale dos Reis, Cariacica-ES, com uma classe para cada faixa etária. Aqui estudamos a Palavra de Deus com determinação, afim de que todos cheguem ao conhecimento da verdade, discutindo temas variados como: Deus, Anjos, homem, salvação, pecado e muitos outros. Na EBD da Assembléia de Deus em Vale dos Reis, seu filho também aprenderá os princípios bíblicos, onde com certeza, terá um desenvolvimento paltado na Palavra de Deus, o que lhe tornará um cristão autêntico, com uma mentalidade bem diferente no que diz respeito à vida. Você não precisa pertencer nossa igreja ou mesmo ser evangélico para ser aluno da EBD. APROVEITE!!!!.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Os Doze Profetas Menores
Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo

OBADIAS - O PRINCÍPIO DA RETRIBUIÇÃO
Lição 5 - 4 de Novembro de 2012
Texto Áureo: Obadias 1.15 "Porque o dia do Senhor está perto, sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça".
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Obadias 1.1-4,15-18

O PRINCÍPIO DA RETRIBUIÇÃO PARA OS EDOMITAS DE HOJE

Introdução: Este é um estudo que torna explícito a arrogância do povo de Edom através do seu comportamento em rejubilar-se principalmente com o povo de Judá quando sofria derrotas diante dos inimigos. Era o tipo de povo que não enfrentava os Judeus diretamente, mas indiretamente se aliava com os inimigos e tirava proveito do povo derrotado despojando-os e quando não os vendendo como escravos. Esqueciam-se eles que estavam na mira de Jeová o qual não estava se agradando desse comportamento tão vil e humilhante contra o seu povo. Nos dias de hoje tem muito cristão com espírito de edomita no sentido de arrogância e soberba em detrimento daqueles que humildemente e perseverantemente procuram dignificar o reino de Deus com uma postura fiel e comprometida com a sua palavra.
1 - DEUS SEMPRE SE DEFRONTARÁ COM OS OPRESSORES DO SEU POVO - Obadias 1 VISÃO de Obadias: Assim diz o Senhor Deus a respeito de Edom: Temos ouvido a pregação do Senhor, e foi enviado aos gentios um emissário, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra. – Salmos 37.9 Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.
O espírito edomita tem estado presente em muitos ministérios que se dizem cristão. É observada esta condição pela opulência de muitos líderes que cresceram a custa de charlatanismo usando a palavra divina. Esse crescimento que é adquirido à custa de ludíbrios com os incautos e assim buscam um status de grandeza onde se vangloriam explicitamente do seu suposto poder e grandeza. Oprimem o povo para arrancar deles o máximo de recursos possíveis com promessas de milagres e prosperidade, que são promessas totalmente infundadas. Mas, para esses o castigo e o julgamento estão a caminho, pois Deus corrigirá todas as coisas de conformidade com os seus princípios de justiça.
2 - DEUS É AQUELE QUE EXALTA, MAS TAMBÉM É AQUELE QUE ABATE – Obadias 2 Eis que te fiz pequeno entre os gentios; tu és muito desprezado. – Ezequiel 21.26 Assim diz o Senhor DEUS: Tira o diadema, e remove a coroa; esta não será a mesma; exalta ao humilde, e humilha ao soberbo.
Deus sempre atribui a si mesmo a ascensão ou queda de uma nação, povo ou alguém que tenta desafia-lo indiretamente indo contra aqueles que estão sob a sua proteção. Todos esses que tem se vangloriado Deus já os tem desmascarado abertamente. Um desses líderes que já foi desmascarado com provas documentais chegou ao ponto de dizer que se em todo o mundo tivesse um líder com mais poder do que ele, esse iria congregar na igreja desse líder, mostrando assim uma soberba, exaltação e arrogância descabida que ultrapassa os limites de uma pessoa normal e equilibrada. O que é triste e preocupante é que milhares de pessoas em busca de milagres urgentes são levadas por essas promessas enganosas caindo assim numa armadilha extremamente perigosa. É como diz no popular: “o que seria dos sabidos se não houvesse os trouxas”. O povo precisa despertar e atentar mais para a palavra de Deus, pois Jesus disse que surgiriam muitos falsos apóstolos e pastores que fariam milagres e maravilhas que se possível fosse enganariam até os escolhidos.
3 - DEUS PÕE POR TERRA O ORGULHOSO QUE SE ACHA NO PEDESTAL – Obadias 3 A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? – Isaías 2.12 Porque o dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido;
Os edomitas habitavam numa região montanhosa e isso militarmente os mantinham em superioridade quando se protegiam em suas fortalezas e nessa condição desafiavam a nação de Judá a derrubá-los, visto que dada as condições privilegiadas olhavam os seus inimigos com desdém entendendo que era praticamente impossível derrotá-los. Porém esqueciam que o Deus dos céus está acima de tudo e não tem dificuldade alguma em fazer o soberbo e orgulho descer até onde ele quiser. Os orgulhos e altivos se elevarão por si mesmo, mas o poder divino os derrubará. Os homens têm o seu tempo de orgulho, onde com mentes cauterizadas continuam enganando e sendo enganados, porém o Senhor tem o seu dia para agir contra tudo que é corruptível e esse dia do Senhor será extremamente avassalador.
4 - DEUS SEMPRE HUMILHARÁ TODOS QUE DESAFIAM A SUA SOBERANIA – Obadias 4 Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor. – Isaías 13.11 E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos.
Os edomitas viviam em lugares altos e lançavam olhares de desprezo para baixo, na terra, onde achavam que todos eram inferiores. Assim muitos líderes se acham nessa condição olhando os ministérios pequenos com ar de superioridade passando uma visão para o povo incauto que Deus está só nas suas igrejas o que na realidade é lá que Deus não está. Esquecem que toda maldade, corrupção e muito mais coisas que praticam será punida e toda iniquidade deles será anulada. Os orgulhos e arrogantes serão rebaixados e humilhados e tudo que fazem explorando o povo eles colherão da mesma maneira e o fruto de maldade que estão plantando será a proporção do castigo que sofrerão.
5 - DEUS CASTIGARÁ NO TEMPO CERTO TODO MAL QUE O HOMEM PLANTOU - Obadias 15 Porque o dia do Senhor está perto, sobre todos os gentios; como tu fizeste assim se fará contigo; a tua recompensa voltará sobre a tua cabeça. Gálatas 6.7 Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Vai chegar o dia que muitos envolvidos nessas condições mascaradas terão que se defrontar com o juízo divino e não conseguirão escapar ou defender-se, pois assim diz a palavra; que nem todos que dizem Senhor, Senhor, entrarão no reino de Deus. Quem vive na esperança vã de desfrutar dos direitos pertinentes ao reino de Deus com uma conduta deplorável e vergonhosa para o evangelho, está espraiando a sua loucura. A profissão de fé cristã não pode ser uma vida de aparência, pois agindo assim achando que tem o direito de enganar os outros, na realidade apenas enganam a si mesmos pensando que podem iludir a Deus. Esquecem que Deus conhece perfeitamente o coração deles. Deus não pode ser enganado, nem escarnecido. Portanto, para prevenir isso Ele apresenta a seguinte advertência; tudo que o homem semear, isso também ceifará. Em outras palavras, prestaremos contas naquele dia daquilo que tivermos feito aqui.
6 - DEUS PROVA OS SEUS, QUEM NÃO É PROVARÁ AS TAÇAS DA SUA IRA - Obadias 16 Porque, como vós bebestes no meu santo monte, assim beberão também de contínuo todos os gentios; beberão, e sorverão, e serão como se nunca tivessem sido. – Apocalipse 16.1 E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus.
Edom celebrou sua vitória contra o derrotado Israel, porém Deus através do profeta enviou a mensagem de juízo contra eles e contra todos que se alegravam compartilhando do mesmo propósito. Deus ouve o clamor e as orações de todos justos que intercedem pedindo a sua justiça sobre toda corruptibilidade com a nomenclatura de reino de Deus. Somos ensinados a orar para que a vontade de Deus seja feita na terra como é feita no céu. A queda dos inimigos da igreja será de uma maneira que jamais poderão se levantar. Todo sistema de religião enganoso, falsas doutrinas, seu falso brilho, seus rituais supersticiosos, sua idolatria, suas indulgências, uma grande confluência de invenções que mantém um negócio e um comercio vantajosos para si mesmos, mas extremamente prejudiciais a todos que os seguem; todas essas coisas serão queimadas e destruídas. Deus conhece a vaidade e falsidade da religião herética assim como sabe que a almas de muitos tem sido envenenada por eles que pretensiosamente indicam um caminho falso de salvação.
7 – DEUS É FIEL PARA CUMPRIR AS PROMESSAS COM SEUS ESCOLHIDOS - Obadias 17 Mas no monte Sião haverá livramento, e ele será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades. – Ezequiel 37.26 E farei com eles uma aliança de paz; e será uma aliança perpétua. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.
Para o povo de Israel Deus tem promessa de restituir tudo àquilo que eles perderam, e isso só acontecerá quando for implantado o reino milenar para Israel e as nações que passarem pela provação da grande tribulação. Nesse dia será restituído os privilégios, o culto a Yahweh, o poder e a glória de fazerem parte do povo de Deus. O pacto com Israel é terreno embora contenha provisões espirituais. Aqui a Igreja não está em vista, pois esta estará em outra condição iniciada no arrebatamento. Se Deus tem promessas tão excelentes para Israel no reino milenar, imaginem o que está reservado para a Igreja na ocasião da sua partida deste mundo. Mas o que não podemos esquecer é que muitos são chamados e poucos são os escolhidos. Isso significa que Deus está fazendo um processo de seleção entre os que o servem com fidelidade que irão para a glória e os que não o servem que irão para o tormento eterno. É notório que muitos estão servindo a si próprios para satisfazerem os seus egos e espírito de grandeza e isso tem sido visto explicitamente em nossos dias e que cada um desses quer ser maior que o outro, travando uma disputa de poder e de grandeza até nas construções dos seus templos.
8 - DEUS SALVARÁ QUEM É DELE, E OS ÍMPIOS QUEIMADOS COMO PALHA - Obadias 18 E a casa de Jacó será fogo, e a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha; e se acenderão contra eles, e os consumirão; e ninguém mais restará da casa de Esaú, porque o Senhor o falou. – Romanos 11.26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.
A futura restauração de Israel envolverá todo o povo de Israel que for fiel a Deus no período da grande tribulação e todas as nações ímpias que aderiram ao governo do anticristo serão destruídas. Infelizmente Israel não levou o evangelho a sério como no princípio do ministério apostólico e se tornaram um povo apenas com aparência exterior de religião, abandonando o primeiro amor. Tiveram toda a oportunidade neste período da dispensação da graça e esse endurecimento vai se romper no período da grande tribulação onde surgirá um fiel remanescente distintos de cada tribo de Israel que serão trabalhados com a obra do Espírito Santo pela palavra e se convencerão dos seus pecados e com isso abraçarão a fé cristã. Assim a igreja deve-se manter fiel a Deus nessa dispensação em obediência irrestrita aos seus preceitos para que possa estar na condição de salva. Lembrem-se, para Israel haverá uma oportunidade por causa do pacto que Deus tem com eles, mas para a igreja não haverá outra oportunidade, quem foi para Cristo foi, quem não foi já está perdido e condenado.

O esboço é elaborado pelo texto bíblico da lição.

Pastor Adilson Guilhermel

fonte: http://www.pastorguilhermel.com.br/

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FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Como formar novos educadores cristãos

Por: Valmir Nascimento (publicado na Revista Ensinador Cristão)

Mui esplêndidas são as lições que extraímos das páginas das Escrituras Sagradas ao “vislumbrarmos” os atos e “ouvirmos” as penetrantes palavras do Mestre Jesus. Aprendemos com suas cativantes parábolas, somos instruídos por seus sábios conselhos e redargüidos por seus incontestáveis sermões. E, como se não bastassem essas magníficas lições, facilmente percebidas nos relatos bíblicos, pelo fulgor de sua clareza. Existem, ainda, grandes ensinamentos que, como pérolas em ostras se escondem. Aprendizados que estão nas entrelinhas das ações do Mestre. Instruções quase imperceptíveis, porém, de valor inestimável.

Encontramos uma dessas pérolas no milagre da multiplicação dos pães. Trata-se de uma passagem bíblica de notório conhecimento, cujo teor das frestas poderia passar despercebido. É algo simples, no entanto, revela-nos um dos grandes fundamentos do ministério terreno de Cristo como corolário da sua missão.

Vejamos a cena:
Uma multidão de pessoas se aglomera para ver e ouvir o Nazareno. É chegada a hora da refeição e todos estão famintos. Eles têm somente cinco pães e dois peixinhos para alimentar a turba. Os discípulos estão preocupados; o Mestre, tranqüilo. O desfecho é que com esse pequeno lanche, Jesus, miraculosamente, saciou a fome de cinco mil homens, além de mulheres e criança.

O exemplo do Mestre: A lição da participação

Qual a lição que tiramos dessas histórias? A resposta está no texto de Mateus 14:19 “…e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão”; fato esse que também se repete em Mateus 15:36. Note que o mestre pega os pães e, um a um entrega-os primeiramente aos discípulos para que esses repassem à multidão. Essa é a lição da multiplicação; o ensino da participação.Jesus poderia ter entregado diretamente os pães às pessoas que ali estavam. No entanto, o Mestre, sabiamente, resolveu passar pela mão de cada discípulo primeiro. Tudo fazia parte da preparação dos apóstolos. Afinal não bastava que eles somente ouvissem, era-lhes necessário agir. Eis que eram homens que dariam continuidade à obra de Cristo na pregação do evangelho e na implantação do Reino na terra. Paulo também confirmou esse ministério com as seguintes palavras: “E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros” II Tim. 2:2.
O ministério da multiplicação de talentos também deve estar presente na Igreja atual. É imprescindível que o “Corpo de Cristo” prepare novos talentos que dêem continuidade à educação cristã de forma eficiente e qualificada. Para isso, é preponderante que a direção das Igrejas e das Escolas Dominicais invistam em ações com vistas a encontrar e formar os novos aspirantes ao ensino bíblico, preparando-os e treinando-os de forma planejada e consistente, evitando-se, assim, a descontinuidade do ensino bíblico para os dias atuais.
Esse planejamento envolverá três grandes desafios:

1) Como localizar os aspirantes à educação cristã;
2) Como treiná-los e capacitá-los e;
3) Como introduzir o novo educador no ensino da Escola Dominical.

Assim, nos lançamos aqui a esse desafio de repassar algumas estratégias que vêm, pela graça de Deus, logrando êxito.

Quem são eles: Encontrando os novos educadores

Outra lição que aprendemos com Jesus é a escolha da sua equipe. Quando do recrutamento dos seus discípulos, o Mestre separou homens não pelo que faziam (ofício) ou pelo que tinham (posses), mas pelo que queriam (objetivo). Importante era que seus discípulos tivessem duas características marcantes: vontade de aprender e desejo de ensinar. Deveriam estar dispostos a darem tudo de suas vidas pela Missão.
O primeiro passo, rumo à multiplicação de talentos na Igreja, consiste na localização dos aspirantes ao ensino. Deve-se saber, à priori, quem são as pessoas interessadas em trabalhar com a Escola Dominical, pois, assim como qualquer função eclesiástica, o ensino da Palavra de Deus requer uma atitude voluntária e espontânea. A liderança deve necessariamente escancarar as portas para as pessoas vocacionadas, interessadas e completamente comprometidas em levar conhecimento ao próximo e fechá-las para os desinteressados e descomprometidos. Pois, infelizmente, temos visto constantemente novos professores que são “jogados” em algumas salas de aulas, os quais não possuem vocação, tampouco qualificação.
Recrutar professores para a Escola Dominical, não é das tarefas mais fáceis. Marcos Tuler assevera que “A maior dificuldade, por incrível que pareça, reside na indisponibilidade dos recursos humanos ou na imperícia e insensibilidade para lidar com eles”. Segundo Tuler, os professores devem ser escolhidos com base na vocação, aptidões específicas e na chamada divina para o magistério cristão. Assim, entendo que uma análise superficial do pretenso professor, não seria o suficiente para saber se o mesmo possui tais atributos, devendo, portanto, haver um acompanhamento continuado para tal verificação.1

Destarte, inicialmente o importante é saber “o que eles querem”. Qual o objetivo dos aspirantes no tocante ao ensino. Para essa “seleção” não se pode, nem se deve levar em consideração somente a graduação do pretenso professor (Não podemos negligenciar que o preparo acadêmico e a formação intelectual são de enorme valia, porém, não podemos perder de vista que estamos formando novos educadores, e isso requer tempo e planejamento), nem tampouco seu sobrenome; antes, o interesse que o mesmo tem pelo ensino e a chamada de Deus para o ministério.
Inicialmente, o levantamento dos aspirantes poderá ser efetuado mediante um questionário junto aos membros da Igreja. As questões deverão enfocar o interesse do aspirante pelo ensino e o motivo pela qual pretendem fazê-lo. É importante que o questionário seja escrito, pois, diversas vezes os irmãos mais tímidos têm receio de exporem pessoalmente sua aspiração pelo ensino. Outra importante informação que se deve buscar já nesse primeiro questionário é saber para qual classe de alunos o aspirante pretende lecionar; qual a sua vocação por faixa etária (crianças, adolescentes, adultos, etc). Caso o mesmo não tenha ainda em mente qual a turma, poderá futuramente fazer um “estágio” em cada uma das salas, visando mostrar-lhe a realidade de cada turma, o que, logo após, terá ele a capacidade de decidir qual faixa etária escolher.

Como treiná-los: Capacitando os novos educadores

Jesus aproveitava todos os cenários e todos os momentos para ensinar. Ele usava o cotidiano e a realidade das pessoas. Não era necessária a realização de um evento específico sobre determinado assunto para o Mestre educar. Assim, o melhor local para iniciar a preparação dos futuros professores é na própria classe da Escola Dominical. É na EBD que eles terão o contato com a realidade do ensino; ali presenciarão o cotidiano da educação dominical. Desta forma, é importante que não somente a liderança empenhe-se na formação dos novos educadores, mas principalmente que exista a contribuição efetiva dos professores que já atuam no ensino, os quais serão os primeiros guias dos aspirantes. É por isso que devemos alertar: O bom mestre é aquele que é capaz de formar não somente alunos, mas, principalmente, outros professores. O bom mestre não somente repassa conteúdo, antes, busca formar nos alunos o caráter cristão, capacitando-os a repassarem avante tais ensinamentos.
Para tanto, é necessário que o mestre incentive os aspirantes às pesquisas, para que em todas as aulas estejam preparados. O estímulo à leitura de bons livros é outro aspecto de relevância, e, sempre que possível deverá apresentar na classe da EBD os livros nos quais tem se baseado para preparar suas aulas, motivando-os a adquirirem tais obras. Assim, o mestre estará gerando neles um ardente desejo de aperfeiçoamento. E finalmente, outra ação de alto relevo, consiste no incentivo, de todas as maneiras possíveis, ao estudo sistemático e planejado da lição a ser ministrada. Devendo os aspirantes, estarem preparados em salas de aulas, para participarem ativamente do estudo, devendo, portanto, tal atitude ser requerida constantemente dos mesmos.
É claro que também não poderíamos nos esquecer de mencionar que o treinamento dos novos educadores poderá e - deverá - ser feito através da participação em seminários, congressos e palestras sobre o ensino na EBD. Eventos que abordem a didática, tanto na educação cristã quanto secular. E louvamos a Deus que dia após dia surgem novos eventos como esses, os quais apresentam excelentes recursos e novas técnicas para a qualificação da arte de ensinar. Por isso, a direção deve empenhar-se, sem reservas, em financiar a participação dos aspirantes, para que os esses presenciem esses acontecimentos e, se possível, a própria Igreja realize-os periodicamente.

Como iniciar a atividade dos novos educadores

Um início mal formulado pode gerar grandes frustrações no aspirante. Portanto, a introdução do aspirante deverá se dar de maneira moderada e bem planejada. Afinal, a moderação é melhor caminho para o êxito.
Comece usando o aspirante como monitor da classe. Nessa fase ele será responsável por fazer pesquisa referente ao tema objeto do estudo; devendo estar preparado em sala de aula. No momento do ensino o professor titular poderá iniciar a concessão de oportunidades para que o mesmo exponha à turma sobre a sua pesquisa, ou que demonstre qualquer outro ponto de vista sobre a lição.Depois, escale-os, com antecedência, para dar a introdução da lição que será estudada; concedendo de 05 (cinco) a 10 (dez) minutos. Caso haja mais de um aspirante, será necessária a elaboração de uma tabela de rodízio entre os aspirantes. Em seguida, e de acordo com o grau de facilidade de cada aspirante, vá concedendo mais tempo para que eles lecionem.
É importante que após cada aula ou participação do aspirante, o professor dê a ele um feedback (retorno) acerca da sua exposição. Mencionando os pontos positivos e os pontos negativos, enfatizando as suas qualidades e o que pode ser melhorado. Mas lembre-se, sempre procurando evitar a crítica exagerada.Realize constantemente reuniões somente com os aspirantes, visando sanar algumas dúvidas, ouvir sugestões e apresentar algumas experiências de ensino que sejam de relevância para eles. Faça oficinas, coloque-os para lecionarem sobre qualquer assunto bíblico entre eles mesmos, para que percam a inibição de falarem em público.

Entendendo o que é ser um multiplicador de talentos

Para terminar, repassarei um exemplo que tornará claro a idéia sobre multiplicadores de ensino e o que isso representa no mundo espiritual.
Um professor de Escola Dominical do século passado que conduziu um vendedor de calçados a Cristo. O nome do professor você pode nunca ter ouvido: Kimball. O nome do vendedor de calçados que ele converteu você certamente conhece. Dwight Moody.
Moody tornou-se evangelista e exerceu grande influencia na vida de um jovem pregador chamado Frederick B. Meyer. Meyer começou a pregar nas faculdades e, durante suas pregações, converteu J. Wilbur Chapman. Chapman passou a trabalhar com a Associação Cristã de Moços e organizou a ida de um ex-jogador de beisebol chamado Billy Sunday a Charlote, Carolina do Norte, para realizar um reavivamento espiritual. Um grupo de líderes comunitários de Charlotte entusiasmou-se de tal maneira com o reavivamento que planejou outra campanha evangelística, convidando Mordecai Hamm para pregar na cidade. Durante essa campanha um jovem chamado Billy Graham entregou sua vida a Cristo. E Graham por sua vez levou milhares de pessoas a Cristo.1
Será que o professor da Escola Dominical de Boston imaginava qual seria o resultado de sua conversa com o vendedor de calçados? Não! Mas, da mesma forma que aconteceu com ele poderá acontecer conosco. Sejamos não somente professores, mas, sobretudo, multiplicadores de talentos!